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OSIBISA: WELCOME HOME


É com a peteca rente ao chão que chegamos hoje, de peixinho, num ato possivel apenas entre os mais hábeis simios. A árvore referencial quem se tornou o blog não pode ficar quieta. Muitas músicas de qualidade querendo brotar entre os pitacos de nosso acervo. Muitos macacos atentos, querendo alimentar a alma de boa música! E, assim, entusiasmados com a repercussão que a Oficina de Macacos vem alcançando que voltamos, trazendo mais uma arrojada sugestão musical!

Cuspindo abelhas, retomamos a saga, em seu deleite final, em busca dos mais fantásticos, e igualmente raros, funks caribenhos de todos os tempos! Pra quem acompanha o blog, sabe que tal odisseia iniciou-se com o caloroso projeto dos irmãos Munnings chamado The Beginning Of The End. Logo resgatamos o trabalho quase totalmente desconhecido da banda Cymande. Sem focar necessariamente em produções vindas de lá, mas também em tudo que soa como "caribenho". Agora, lançando a peteca aos céus, relembramos celebrando o excelente grupo Osibisa! O tal do latin-funk na sua safra mais psicodélica e enérgica já cultivada. Uma banda mistiça, formada por integrantes africanos e caribenhos, todos exaltando a música na mais perfeita sintonia.

O disco é "Welcome Home", colhido no maquiavélico ano de 1977. Lançada pela ardilosa Island Records conta com esta versão especial com três excelentes bonus tracks. Timbres chocantes, vocalizações palpitantes, groove frenéticos e originalidade marcam em alto relevo a obra revolucionária do Osibisa. Pegue uma carona nesta nebulosa e será levado repentinamente ao berço do funk, highlife, jazz, rock latino - como queira chamar. Um disco penetrante, inebriante e denso do começo ao fim. Repleto de paisagens memoráveis e valiosíssimas. Destaque para todo o peso da faixa "Welcome Home" e "Bum To Bum"; para a alucinação sonora improvisada em "Chooboi (Heave Ho!)" e "Kolomashie"; para a insinuante linha harmônica de "Do It (Like It Is)"; e para a caliente faceta de "Uhuru" e "Sunshine Day". Pra ser justo o disco inteiro merece respeito, daqui não se descarta facilmente um mísera faixa. Degustem com as papilas mais aguçadas de seus tímpanos! Pedrada pra se ouvir de capacete!


Dê o play, macaco!
"[1977] Welcome Home (Special Edition)"

1. Osibisa - Sunshine Day (4:59)
2. Osibisa - Welcome Home (4:20)
3. Osibisa - Densu - Trad. (5:23)
4. Osibisa - Chooboi (Heave Ho!) (5:09)
5. Osibisa - Do It (Like It Is) (4:24)
6. Osibisa - Right Now (3:11)
7. Osibisa - Seaside - Meditation (5:16)
8. Osibisa - Uhuru (3:27)
9. Osibisa - Kolomashie (4:39)
10. Osibisa - Bum To Bum* (5:43)
11. Osibisa - Agoro* (4:01)
12. Osibisa - Sunshine Day (Single Edition)* (3:13)
*Bonus Track

~integrantes:
Teddy Osei – African drums, flute, percussion, tenor and soprano saxophones, vocals
Mac Tontoh – trumpet, flugelhorn, percussion, didjeridu, prensa
Sol Amarfio – drums, percussion, bells, bongos, congas
Kofi Ayivor - congas, percussion
Kiki Gyan – clavinet, keyboards, organ, piano, clarinet
Mike Odumusu – bass guitar, vocals
Wendell Richardson – guitar, acoustic guitar, vocals
Ray Allen – vibraphone
Robert Bailey – vibraphone
Barbara Thompson – vibraphone
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PHIL COHRAN AND THE ARTISTIC HERITAGE: ON THE BEACH

Phil Cohran, o visionário.
Kelan Phil Cohran já foi de tudo um pouco nesta vida: multi-instrumentista, inventor, educador, xamã, ativista e pai dedicado. Hoje é mais conhecido por tocar ao lado de seus filhos na consagrada Hypnotic Brass Emsemble flamejante orquestra de sopro de oito bocas. O passado de Cohran, digno de notoriedade, é no entanto muito pouco conhecido. O disco de estréia "On the Beach" foi lançado em tiragens minúsculas na gravadora de Cohran, a Zulu, e provavelmente nunca saiu de Chicago. Consequentemente seus ouvintes são alguns colecionadores e apreciadores do jazz avant-garde e do soul dos 60's e 70's. É certo que muito antes de misturar-se musicalmente com sua cria, Cohran traçou perspectivas sonoras bastante interessantes, diga-se de passagem, muito mais interessantes que as traçadas pela Hypnotic Brass Emsemble. É por isso que sua presença é obrigatória por aqui! Volvemos pois da Chicago dos anos 2000 para a Chicago do fim dos 60, onde tudo começa.


Nem mesmo a mais certeira das cartomantes poderia prever que a relação de Cohran com a música chegaria onde chegara, uma trajetória completamente inusitada. Começou tocando um simples trompete. Depois de anos de experiência, revelou-se tanto um maníaco por música e suas modulações matemáticas quanto um inventor de instrumentos, como o Frankiphone (um tipo de Kalimba). Nesse lapso de tempo há uma grande ignição que conduz para esse salto qualitativo. Daquelas conhecidas e necessárias para qualquer artista: convivência e aprendizado. Cohran foi apresentado à Sun Ra pelo amigo e saxofonista John Gilmore, e em 1959 foi exposto a um nível de dedicação que viria a defini-lo como um músico. Estava, então, mirado o canhão que lançaria Cohran para desbravar o espaço musical. A partir daí sua expansão intelectual seria cotada em anos-luz, sua perspectiva com a música se abriu e ele acabou desenvolvendo com muito mais potencialidade seu lado compositor. É a partir desta premissa que se analisa o seu album de estréia "On The Beach" de 1968, desenvolvido após sua saída da Arkestra, quando ele já trilhava seu próprio caminho com sua Artistic Heritage Emsemble.

Posto aqui a reedição de 2001 pela Aestuarium Records, que conta com mais dois sons não lançados no disco de 1968. Neste disco, Cohran contempla interessantes níveis de equilíbrio estabelecidos entre a carga explosiva do jazz avant-garde e o respeito a padrões matemáticos de rítmo, harmonia e melodia. Os sopros e as percussões, peças chave do album, quando colocados juntos mostram grandiosidade compositiva admirável. Cohran evidentemente tinha pleno domínio do que queria, "On the Beach" passa longe do que foi tocado pelos vanguardistas. Demonstrando sua resistência à toxidade das liberdades expressivas oferecidas pelo free-jazz, o artista na época argumentou: "Eu não sou um astronauta, eu sou um terráqueo. Nós sempre tivemos uma base rítmica muito forte e nós sempre soubemos para onde estávamos indo". Aqui é muito mais acessível uma expansão aguda dos sentidos, das sensibilidades e das percepções. Aproveite e confira!



Dê o play, macaco!
"[2001] On The Beach (Remastered)"
link alternativo (torrent)

1. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - The Minstrel (9:38)
2. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - Unity (8:08)
3. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - On The Beach (17:31)
4. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - Motherhood (4:27)
5. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - New Frankiphone Blues* (7:01)
6. Phil Cohran and The Artistic Heritage Emsemble - Unity Live 1968* (14:19)
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BETTY DAVIS


O Engenheiro Primata ressalta que aqui na Oficina, gênero, tese ou lenda jamais tenha unanimidade. Que assim seja! A pedida é Rock'n'roll, então vamos atender a demanda. "Betty Davis", já ouviu falar? Ou melhor, já a ouviu berrar? Então prepare-se, arrume lugar entre os "top A++" de sua lista! É difícil imaginar o surgimento de grandes nomes como Red Hot Chilli Peppers, Rage Against The Machine, Jamiroquai ou até Artic Monkeys sem notar a clara referência em Betty Davis. Ela foi casada com o lendário Miles Davis (daí o sobrenome). E, como muitos se enganam, ela foi talvez mais importante pra Miles do que o contrário, que Miles para Betty. Foi ela quem apresentou Jimi Hendrix e Sly Stone para Miles, o deixando de neurônios arrepiados na primeira fase de sua carreira. Betty, detentora de um timbre totalmente imerso no "figurino rock'n'roll", teve no funk o principal alicerce para sua obra. A relação dela com o rock, propriamente dito, fora mencionado posteriormente apenas. Naquela hora, Betty representava diretamente o funk rasgado, de groove altamente convincente e marcante!

O disco de '73, que carrega a frente seu nome simplesmente, "Betty Davis" deve estar entre os melhores discos de todos os tempos, de todas as categorias, de todas as pessoas! Não exagero quando digo. Muita coisa que veio depois tentou imitar ou, ao menos, resgatar a autenticidade da "primeira-dama de Miles", com aquele feeling nervoso e pegada gritante deste disco. Betty canta berrando, ou berra cantando, como ninguém. A banda que a segue também merece créditos. A toada rítmica é simples, porém forte o suficiente para calçar o peso da voz de Betty. Guitarras de groove intenso, mas não tão complexas, fixam a melodia enquanto os demais músicos surpreendem quebrando qualquer previsibilidade. Entrando de novo no terreno da semântica entre gêneros musicais, arrisco dizer que Betty Davis construiu sua morada no "funk'n'roll" - juntanto funk, soul e rock no caldeirão psicodélico e progressivo de seu tempo.

Betty Davis, e sua trupe, pega carona na onda do funk do Headhunters, Mandrill, Parliament e, por que não, James Brown & The JB's. Porém sem requintes de elementos de sopro, vai fundo na singela combinação: baixo, batéra, guitarra e vocal, claro. Do lado do rock - da distorção volátil e dos gritos eufóricos -, segue a linha de alguns parceiros como o próprio Jimi Hendrix, Tina Turner e Eddie Hazel. Nesta versão deluxe do disco, lançada em 2007, além de ter sido minuciosamente remasterizada, temos também o prazer de apreciar três bônus tracks de altíssimo valor. Sem dúvida, um disco pra arrancar seu chapéu! Destaque apenas para as faixas entre a primeira e a última! Faça como Miles Davis, não seja idiota, experimente também! Repletamente... deliciosamente, formidável!


Dê o play, macaco!
"[2007] Betty Davis (Remastered Edition)"

1. Betty Davis - If I'm In Luck I Might Get Picked Up (5:00)
2. Betty Davis - Walkin Up The Road (2:54)
3. Betty Davis - Anti Love Song (4:32)
4. Betty Davis - Your Man My Man (3:35)
5. Betty Davis - Ooh Yea (3:09)
6. Betty Davis - Steppin In Her I. Miller Shoes (3:14)
7. Betty Davis - Game Is My Middle Name (5:23)
8. Betty Davis - In The Meantime (2:46)
9. Betty Davis - Come Take Me (3:56)
10. Betty Davis - You Won't See Me In The Morning (3:49)
11. Betty Davis - I Will Take That Ride (4:43)

~integrantes:
Betty Davis - Lead and Backing Vocals
Larry Graham, Doug Rauch - Bass
Gregg Errico, Willie Sparks - Drums
Neal Schon, Doug Rodrigues - Guitar

~participações:
Pete Sears - Piano
Richard Kermode - Piano, Clavinet
Merl Saunders - Electric Piano, Clavinet
Hershall Kennedy - Organ, Clavinet, Backing Vocals
Victor Pantoja - Congas
Mic Gillette - Trombone
Greg Adams - Trumpet
Skip Mesquite - Saxophone
Jules Broussard - Baritone Saxophone

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GORILLAZ VS. SPACEMONKEYZ

"LAIKA COME HOME (DELUXE EDITION)"

*NOTA: Mais um disco no qual as infos e downloads disponíveis na rede encontravam-se desorientados e dislexos. Depois de muito viajar vasculhando novas fontes, atualizo o post para sua extraórdinária versão Deluxe Edition - incluindo três bônus tracks inéditas. Também com nova resenha, renovada por seu poderio musical de grande peso. Prestem atenção de cabo à rabo! ~repostado por zinhotrinta


Gorillaz, pelo dicionário: "Macaco antropomorfo, africano, membrudo e muito feroz, e de estatura igual à do homem". Creio que, além de sua reputação meramente apavorante, a mente e comportamento deste nosso primo símio carreguem sempre mais que um grande mistério! A banda britânica Gorillaz, do mentor Damon Albarn (ex-Blur), tenta sem receio aproveitar bem destes enigmas. Entre tentativas, erros e nobres acertos se resume a guinada dos Gorillaz. Sem estampar as proprias rúbricas, sigilosos integrantes fizeram do mistério sua principal injeção de marketing - e a tacada foi boa!

Segundo a história oficializada, "Laika Come Home" é o diário de bordo final da odisseia intergaláctica conduzida por D-Zire, Dubversive and Gavva. Assim nasceu a passageira trupe apelidada Space Monkeyz. Nomes fictícios para integrantes fictícios, empenhados num projeto paralelo de uma banda originalmente fictícia. Mais uma das loucas, ou anormais, idéias que cercam e protegem o "Projeto Gorillaz". E, mostrando que a tacada foi certeira, assim seguiu o trabalho dos Gorillaz (e/ou Space Monkeyz), recheado de invencionismos e inconvencionalismos, por assim dizer. Como pode algo, ao mesmo tempo, ser subjetivo e impessoal e, ainda assim, sair do papel para os palcos? Talvez a questão radial nesta odisséia tenha sido realmente "entrar no papel"! Nesta altura do campeonato, fora convocado ao time não outro senão o desenhista intelectual Jamie Hewlett - responsável pela criação dos personagens, emblemas e teasers. É dele a assinatura da expressividade visual - aspecto que marcou de  vez o bem-sucedido estereótipo do Gorillaz!

Lançado em 2002, pela cibernética Astralwerks, o disco foi alvo de muitas críticas. Nem todas boas, nem todas cabidas. O fato é que este disco abriu o leque das mãos do Gorillaz. Apresentando um nítido reflexo da diversidade e audácia musical imposta pela banda. Desta vez, assumindo o carinho especial às pilastras enrustidas da música jamaicana. Uma obra que passa perto do dub, do chill-out, do trip-hop e de experimentalismos digitais modernos. "Laika Come Home" recriou por inteiro o performático e volátil alter-ego do Gorillaz! Produção honesta, participações volumosas e resultado eloquente - atente-se aos ragga-men de rima originalmente apurada, U Brown e Earl 16. Foco nítido sobre as versões de "Tomorrow Comes Today", "Punk" e "New Genius". Além das quatro maravilhosas raridades que finalizam o disco com classe e estilo! Chega de papo, simbora com o que nos mais interessa: Música!




Dê o play, macaco!
"[2002] Laika Come Home (Deluxe Edition)"
pass: oficinademacacos.blogspot.com

1. Spacemonkeyz & Tina Weymouth - 19/2000 (Jungle Fresh) (5:28)
2. Spacemonkeyz & U Brown - Slow Country (Strictly Rubba Dub) (3:41)
3. Spacemonkeyz & Earl 16 - Tomorrow Comes Today (Banana Baby) (5:29)
4. Spacemonkeyz - Man Research (Monkey Racket) (5:57)
5. Spacemonkeyz - Punk (De-Punked) (5:20)
6. Spacemonkeyz - 5/4 (P.45) (4:26)
7. Spacemonkeyz - Starshine (Dub 09) (5:17)
8. Spacemonkeyz - Soundtrack (Gravity) (Crooked Dub) (5:32)
9. Spacemonkeyz - New Genius (Brother) (Mutant Genius) (5:02)
10. Spacemonkeyz - Re-Hash (Come Again) (6:04)
11. Spacemonkeyz, Earl 16 & U Brown - Clint Eastwood (A Fistful Of Peanuts) (5:53)
12. Spacemonkeyz & Terry Hall - M1 A1 (Lil' Dub Chefin')* (5:00)
13. Spacemonkeyz - Slow Country (More Rubba Dub)* (5:14)
14. Spacemonkeyz, Earl 16 & U Brown - Clint Eastwood (More Peanuts)* (6:38)
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FREDDIE JOACHIM & QUESTION

"STUDY GUIDE (LIMITED EDITION)"


Intelectual e suburbano no mesmo flash, reluzindo e revelando só o melhor dos dois mundos. Obscuro e tecnológico mantendo a sutileza entre os contrastes e desatinos. Sintético e orgânico respeitando os predicados para uma boa dieta sonora. Calado mas não sereno exalta no tom sua mensagem instrumental harmoniosamente precisa. Não há versos nem prosa, apenas a simbiose telepática entre DJ Question e Freddie Joachim. Seu som mantém a base colada no jazz, com temperos latinos afrodisíacos; seu beat é forjado nos moldes do hip-hop, com pitacos harmoniosos que até então não competem ao gênero. "Study Guide" (2009), além de firmar a parceria entre os produtores americanos, tidos como grandes nomes desta nova safra, dimensiona  também o diálogo fecundo multifacetado entre Hip-Hop e Jazz - talvez, os dois mais ressaltados gêneros da música de todos os tempos!

O resultado deste escambo é absurdamente agradável! De cara um prato cheio também para aqueles bem-feitores de beats e rimas. E não só, sacrifica a fome também de produtores independentes, emergentes ao redor de todo globo. Leve e denso, se assim, a física moderna permitir! Vozes aparecem brevemente na faixa "Find Another Way", onde se ouve um obscuro sample em bom português - assumindo também as influências da Bossa Nova. Destaque claro para "Sun Light", "Autunm", "Let Go Now" e "My Breakdown Baby". Obra-prima nascida frente as pick-ups, mixers e todo tipo de aparatos hi-tech. Freddie Joachim e Question carregam neste disco o titulo de "beat-makers perversos", que sem titubear se fazem auto-sustentáveis na cena! Donos de uma miscelânea de material,, a dupla recebe calorosos elogios da crítica internacional. Um brinde aos bons discos e aos bons ouvintes! Antene-se, macacada!


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"[2009] Study Guide (Limited Edition)"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. Question - Autumn (3:03)
2. Freddie Joachim - A Maze (3:26)
3. Question - Earl Grey (2:58)
4. Freddie Joachim - Calm (2:03)
5. Question - Conte (3:12)
6. Freddie Joachim - Cool Down (2:03)
7. Question - Deedsy (2:52)
8. Freddie Joachim - Foolish (3:46)
9. Question - Sun Light (3:44)
10. Freddie Joachim - Shoulder Kiss (2:36)
11. Question - Rainy Day (3:05)
12. Freddie Joachim - Virgo (2:40)
13. Question - Spiked Punch (3:03)
14. Freddie Joachim - The Jade (3:33)
15. Question - Thanks Chuck (3:04)
16. Freddie Joachim - My Breakdown Lady (4:11)
17. Question - Alone (3:03)
18. Freddie Joachim - Let Go Now (3:21)
19. Question - Find Another Way (3:32)
20. Freddie Joachim - Moons (2:43)
21. Freddie Joachim - I Know (3:01)
22. Freddie Joachim - The Feel (2:26)
23. Freddie Joachim - My Sweet Baby (2:21)
24. Freddie Joachim - What A Woman Really Needs (1:51)
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BURNING SPEAR: MARCUS GARVEY + GARVEY'S GHOST


Como costumo dizer, existem varias maneiras de um material tomar minha atenção e fomentar um novo post como forma de tributo. O relicário cantado que vos trago hoje marca sua presença devido a importância alcançada no decorrer do tempo. Burning Spear é a bola da vez e, desta vez, com uma edição remasterizada do seu álbum clássico dos clássicos "Marcus Garvey + Garvey's Ghost". Pra quem conhece quaisquer palavras serão falhas. Pra quem nunca ouviu, preparem as lágrimas e adjetivos! Obra-prima facilmente apontada como porta-estandarte do Roots Reggae e tudo que este engloba!

Hoje tal preciosidade é dimensionada como um dos mais valorosos trabalhos de todo universo do Reggae. Integralmente envolvido com a causa, seu efeito atingiu mais que valências espirituais ou filosóficas. Fez milhares de pessoas dançarem numa única vibração, sob um só propósito: louvar e agradecer através da música. "Marcus Garvey", seguido de sua versão dub "Garvey's Ghost", surgiu como uma flecha flamejante no céu de 1975. Trouxe Burning Spear ao destaque neste céu forrado de supernovas como Wailers, Maytals, Abyssinians e Skatalites. Na flecha uma mensagem expansiva e revolucionária que hoje é disseminada e exaltada por multidões jamais imaginadas na sua origem. Com preceitos rastafári, trazendo muito mais que o óbvio, o alvo tomou proporções continentais. A sonoridade do disco conquista em definitivo os tímpanos mais enjoados.

Olhando mais de perto, vemos figurinhas de carimbo oficial no elenco. Na metaleira Vin Gordon, Bobby Ellis, Herman Marquis e Dity Harry. Na cozinha rítmica, o baterista Leroy Wallace e participações dos baixistas notáveis Aston Barret e Robbie Shakespeare. Ainda com importantes mãozinhas de Earl Chinna Smith, Tyrone Downie e produção de Errol Thompson. Disco merecedor de todo respeito e gratidão dos verdadeiros regueiros guerreiros! Poderosas faixas são facilmente apontadas como destaques, mas deixo esta tarefa para cada um. Recomendo que ouçam o disco inteiro atentando-se para cada respectiva versão dub. Desvie das que nada acrescenta e se deixe atingir por esta flecha abençoada pela palavra de Jah! Jah bless, monkeys!


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"[2010] Marcus Garvey + Garvey's Ghost"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. Burning Spear - Marcus Garvey (3:27)
2. Burning Spear - Slavery Days (3:34)
3. Burning Spear - The Invasion (3:21)
4. Burning Spear - Life Good (3:14)
5. Burning Spear - Give Me (3:10)
6. Burning Spear - Old Marcus Garvey (4:03)
7. Burning Spear - Jordan River (2:59)
8. Burning Spear - Red, Gold And Green (3:13)
9. Burning Spear - Resting Place (3:10)
10. Burning Spear - The Ghost (3:56)
11. Burning Spear - I And I Survive (3:54)
12. Burning Spear - Black Wa-Da-Da (3:53)
13. Burning Spear - John Burns Skank (3:48)
14. Burning Spear - Brain Food (3:11)
15. Burning Spear - Farther East Of Jack (4:26)
16. Burning Spear - 2000 Years (3:48)
17. Burning Spear - Dread River (3:13)
18. Burning Spear - Workshop (4:34)
19. Burning Spear - Reggaelation (3:43)

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GILBERTO GIL


(art by joaogil)

Recorro ao lirismo da "Consolação" de Vinícius de Moraes, para desconstruir e reconstruir uma parte de um período de auge da música brasileira. E se não tivesse o amor, a dor, o sofrer e o chorar? Este post nem existiria e não teríamos também um riquíssimo filão de peças esculpidas pelos latejos desse amor e da saudade. Ao lado de uma safra de lançamentos, como são os grandes "Caetano Veloso" de 1971 e "Transa" de 1972, que pareavam os compositores brasileiros à tantos outros mundo afora, disponibilizo esta obra datada de 1971 que leva o nome da persona carinhosa em questão. O homem que distribuiu abraços na partida e que não fez por menos na chegada. Falo do neguinho que gosta mesmo é de comer com coentro, nascido da barriga da baiana Claudina, falo é claro, de Gilberto Gil.

Em quase sete minutos de música, "aquele abraço", reverberava no álbum solto em 1969 (ano do exílio) -  canção que mais tarde traria mais efeitos do que de fato esperava-se do verbo e do ato. Quem sabia de Gilberto Gil naquele momento era seu violão, e é este seu fiel comparsa neste registro. Voz e violão constroem caminhos tingidos de vivas cores pelos quais as faixas trilham e brilham. Gil exila-se ainda do território da língua e cantarola todas as canções em um bem fluido inglês, demonstrando extroversão total e uma aparente intimidade com o ambiente escolhido para morar. Neste registro, ele adapta alguns títulos previamente lançados em português, como é o caso da tradução impagável - e, acreditem, melhorada - de "Volkswagen Blues". "Gilberto Gil" (1971) é do início ao fim uma peça que emana as qualidades acima citadas. A faixa "Nega", um blues-rock ritmado e contagiante, já as escancara nos primeiros instantes do álbum. Destaque tanto para os cantos, que por vezes desembocam em banzo enfurecido de arrepiar a alma, como acontece em "Can't Find My Way Home"; quanto para a lisergia, resultado das experiências psicotrópicas do momento, que despertara viagens das mais diversas, ora  volvendo aos moods estrelados e cósmicos do hippismo setentista, como em "The Three Mushrooms", ora indo de encontro com a excentricidade do rock, convidativa à ponto de fazer os seres mais taciturnos sentirem a "Eletricity in the brains" e a "Gasolina in the veins", como pede os versos da faixa "Crazy Pop Rock".

Enquanto Londres era o epicentro do abalo musical - com Beatles, Jimi Hendrix, e os Rolling Stones -, Gil e Caetano tragavam toda essa fumaça sonora que tanto inspiraria suas mentes. Tanto essa 'inspiração' quanto a espontâneidade de Gil enquanto exilado, refletiram diretamente em seu repertório, e o disco fecha com versões ao vivo de três fan-covers empreendidas por ele. A já citada "Can't Find My Way Home", a gravação mais representativa do período, é um épico vocal. Um Gil melífluo, relembra Jimi com "Up From the Skies", e quando já não bastasse levar um Jimi, presenteia e empolga com um trecho de "Baby" de Caetano Veloso. O gran finale fica por conta de uma inspirada e bem-humorada recriação de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Ao término do disco, a inexorabilidade presente na brasilidade de Gil, é algo que fica latejando na cabeça. Deplorável é a inversão dos tempos modernos, quando a cegueira causada por fama e fortuna atinge artistas, os fazendo tropeçar em questões primárias e essenciais, como são a percepção e a construção de sua individualidade.


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"[1971] Gilberto Gil"

1. Gilberto Gil - Nega (Photograph Blues) (5:48)
2. Gilberto Gil - Can't Find My Way Home (5:17)
3. Gilberto Gil - The Three Mushrooms (5:38)
4. Gilberto Gil - Babylon (4:19)
5. Gilberto Gil - Volkswagen Blues (4:08)
6. Gilberto Gil - Mamma (3:45)
7. Gilberto Gil - One O'clock Last Morning, 20th April 1970 (4:39)
8. Gilberto Gil - Crazy Pop Rock (4:13)
9. Gilberto Gil - Can't Find My Way Home (Live)* (6:34)
10. Gilberto Gil - Up From The Skies (Live)* (5:11)
11. Gilberto Gil - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Live)* (9:35)
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LARRY ETHNIC MEETS THE WAILERS

Junior Delgado à direita, um dos principais destaques do disco.


Clifton 'Larry' Lawrence, ou simplesmente Larry Ethnic, é a bola da vez. Acompanhado de nada menos que os Wailers. Sim, a banda de maior expressão da história da Jamaica (que trouxe à tona os maiorais Bob Marley e Peter Tosh). Desta vez a banda "carrega o piano" para os selecionáveis do produtor Larry Ethnic. "Larry Ethnic Meets The Wailers", de 1975, é uma coletânea de peso que deve ser vista com todo apreço pelos verdadeiros amantes da música jamaicana!

O trunfo de Larry se deu essencialmente por sua ousadia, seu disparate visionário. Sem pecar alinhou figuras até então quase desconhecidas no circuito London-Kingston. Com sabedoria e apuro jogou o mic na mão de Junior Delgado, Barrington Spence, Dave Collins, Jackie Paris, e acionou os Wailers, que mantiam a estrutura geral inabalável. Larry sabia bem como guiar estas feras, era um conhecedor fidalgo da música jamaicana em geral, passando pelo mento, calypso, ska, blue-beat, rocksteady, early, roots e rub-a-dub. Seus notórios  rasantes vieram com suas produções e compilações a mando de gravadoras como a Trojan, Island, Rhino, Exclusive, Guave ou pela sua própria, a Ethnic Fight.

Neste catado, o soul e R&B são cantarolados com prudência, sem desatino. Sem perder sua linha abrasadora, reforçam a identidade de um povo com esse tipo de música. A idéia frontal seria lançar com moral ao mercado estes jovens cantores, mas o que de fato eleva o moral destes é a maestria dos Wailers. Tal coletânea passou décadas a mercê do relento informal, até que enfim, com a intervenção de fánaticos pelo reggae, principalmente fãs dos Wailers, tal raridade pôde estar no lugar correto: a sessão "grandes clássicos atemporais da música jamaicana". Um disco fantástico, em que sustenta  uma coesão rítmica e poética com timbres marcantes, com vibração dotada de força e concórdia. Destaque para as faixas "Reaction""Really For A Reason" de Junior Delgado, "Chain Gang" com The Chosen Few e "Get Ready Here I Come", desta vez com Dave Collins. Mais uma obra incomparável de mais um arquiteto da musica jamaica, quicá da música em caráter universal.



1. Dave Collins - Get Ready Here I Come (3:01)
2. The Chosen Few - Chain Gang (3:11)
3. Sidney Rogers - People Living In Glass Houses (3:14)
4. Junior Delgado - Reaction (3:09)
5. Hitch Hike - The People Band Wagon (2:20)
6. Jackie Paris - Once In My Life (2:35)
7. Barrington Spence - Falling In Love For First Time (3:12)
8. Jackie Paris & Dennis Brown - Day Dream Believer (2:57)
9. Barrington Spence - Tears On My Pillow (3:12)
10. Dave Collins - My Heart Cries Out (3:04)
11. Junior Delgado - Really For A Reason (2:02)

Preview:
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GONG: RADIO GNOME INVISIBLE TRILOGY


Por vezes fico impressionado com a qualidade e a quantidade de projetos frutos do final da década de 60 e início de 70. Safra dotada de inventividade e de conteúdo que, por vezes, acaba nos causando saudosismo. Hoje vamos voltar no tempo e tratar dos nossos ouvidos com gala. Gong aterrisa no mundo em 1967, e o responsável pela abdução auditiva é o guitarrista e vocalista australiano David Allen (também fundador do Soft Machine). Considerada um dos mais importantes projetos da "cena de Canterbury", Gong exprime uma essência única, um rock progressivo dotado de inventividade e criatividade. Por ora vamos sobrevoar apenas parte da intensa produção da banda: a trilogia que forma a "Radio Gnome Invisible". Atingiremos o pico mais curioso e desbravaremos a vastidão dos campos e a fertilidade do terreno musical que compõem esta aventura.

É indispensável notar que o mérito de tal trilogia não se deve apenas pelo seu impactante teor instrumental, mas também pelo teor lírico. Para construir as letras dos albums a banda teceu uma bem elaborada mitologia. Nesta, vigoram pulsantes e vibrantes elementos de psicodelia e lisergias, que em conjunto contribuem com a missão proposta: atingir uma visão de mundo irônica e despojada. A história foi baseada em uma visão do líder da banda, Daevid Allen durante a lua cheia da Páscoa de 1966, na qual ele afirma ter visto seu futuro diante de seus olhos. A mitologia começou a ser esboçada no segundo disco da banda, Camembert Electrique, mas teve sua maior parte centrada na louvável trilogia, constituída pelos discos Flying Teapot, Angel's Egg e You, todos lançados entre 1973 e 1974. Duas continuações foram lançadas posteriormente, Shapeshiffter e Zero To Infinite, e a mitologia também foi utilizada em trabalhos paralelos de membros da banda, em especial nos trabalhos solo de Allen e do guitarrista Steve Hillage. De cara se vê que o caldo rendeu; Aproveite, pegue carona neste barato e drope também essa doçura sonora!


Produzido quatro anos após o primeiro lançamento da banda, o primeiro album da famosa trilogia Gongiana chamada Radio Gnome é o mais cru, mas em alguns aspectos o mais balanceado das três. Produzido pelo renomado Giorgio Gomelsky (veja as produções com os Yardbirds, Blossom Toes e Magma), este álbum introduz o ouvinte ao Planeta Gong e à sonoridade espacial que se estende aos outros dois discos. O herói da trilogia, Zero, é apresentado tentando provar as várias delícias do mundo físico em uma tentativa de determinar o seu significado. Nesta jornada ele é ajudado por entidades de um mundo paralelo - os Pot Head Pixies do planeta Gong - que comunicam através dos próprios músicos os problemas da humanidade. Não se tratam de reflexões bixo-grilísticas, mas de uma mitologia humorística. Muitas idéias são inspiradas e emprestadas da filosofia budista, apresentadas de uma forma eufórica e com o talento musical de uma banda bem afiada. As duas primeiras faixas, Radio Gnome Invisible e Flying Teapot, introduzem as paisagens sonoras com o turbilhão jazzístico que reaparece em toda a trilogia, especialmente na última parte dela, chamada "You"

Dê o play, macaco!
"[1973] Flying Teapot"
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1. Gong - Radio Gnome Invisible 5:32
2. Gong - Flying Teapot 11:54
3. Gong - The Pot Head Pixies 3:06
4. Gong - The Octave Doctors And The Crystal Machine 1:53
5. Gong - Zero The Hero And The Witch's Spell 9:35
6. Gong - Witch's Song / I Am Your Pussy 5:09

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"Angel's Egg" é o segundo álbum da trilogia. É o que mais exige do ouvinte, é conceitualmente o mais intrigante, para sintetizar: é O disco. Zero, o herói da estória agora enfrenta as mais intensas experiências físicas (leia eróticas), para encontrar-se por altruísmo em/no/do "Outro lado do céu". Aqui, como o ouvinte ele encontra consolo, ao perceber que não há resposta para os dilemas, mas que fazer perguntas a si mesmo, e aos próprios heróis musicais, é apenas natural. Novamente se encontra uma ampla mistura de gêneros que variam desde um canto fúnebre de bar em "Giving My Love to You" até psicodelismos empolgantes presentes em Castle in the Clouds. Um disco de doses instrumentais geniosas, encorpado pelo virtuosismo do Jazz. Os teores qualitativos dessa iguaria são elevados, tanto em groove quanto em técnica, capazes de despertar delírios e histerias gerais.

Dê o play, macaco!
"[1973] Angel's Egg"
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1. Gong - Other Side of the Sky 7:40
2. Gong - Sold on the Highest Buddha 4:25
3. Gong - Castle in the Clouds 1:09
4. Gong - Prostitute Poem 4:52
5. Gong - Giving My Love to You 0:43
6. Gong - Selene 2:09
7. Gong - Flute Salad 2:09
8. Gong - Oily Way 3:37
9. Gong - Outer Temple 1:09
10. Gong - Inner Temple 2:34
11. Gong - Percolations 0:46
12. Gong - Love Is How You Make It 3:27
13. Gong - I Never Glid Before 5:36
14. Gong - Eat That Phonebook Coda 3:12
15. Gong - Ooby-scooby Doomsday 5:09

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"You" é a parte final da clássica trilogia. O disco é visto pela maioria dos ouvintes como a experiência mais gratificante das três. Discordo desta opinião e aponto o segundo álbum como o melhor. Mesmo assim mostrarei os caminhos, afim de que tirem suas próprias conclusões. A estória continua com Zero encontrando-se novamente envolvido na tarefa de fazer as perguntas do Mistério Perfeito. A banda nessa época estava se afastando do humor lunático do membro fundador Daevid Allen, e cada vez mais sobrevoando outros ambientes sob o tapete mágico do baterista Pierre Moerlin. Com a saída de Allen e Smythe eles ainda produziriam algumas músicas de classe, embora de natureza estranha, menos eclética e inovadora, mais imersa nas viagens do progressivo.

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"[1974] You"
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1. Gong - Thoughts For Naught
2. Gong - P.H.P.'s Advice
3. Gong - Magick Mother Invocation
4. Gong - Master Builder
5. Gong - Sprinkling Of Clouds
6. Gong - Perfect Mystery
7. Gong - Isle Of Everywhere
8. Gong - You Never Blow Your Trip Forever

Daevid Allen - lead vocals; guitars
Gilli Smyth - space whispers, vocals
Tim Blake - VCS3 synthesizer; vocals
Steve Hillage - guitars; vocals
Mike Howlett - bass; vocals
Didier Malherbe - saxes, flute; vocals
Pierre Moerlen - drums, percussion
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RICO RODRIGUEZ: MAN FROM WAREIKA + WARRIKA DUB


Mais um, ou melhor, mais dois discos do grandioso Rico Rodriguez aqui em nossa Oficina. Bom, imagino eu, que deste não preciso falar muito. Rico é uma referência imensurável da música jamaicana. A bandeira que Rico Rodriguez carregou é agitada firmemente até hoje por diversos artistas, que levam suas influências abertamente como forma de preito. Por baixo, "El Reco", como era chamado, rodou o mundo para amparar a sessão de metais de dezenas de bandas que variam do reggae ao blues, do ska à música eletrônica. Rico carrega com seu trabalho uma bagagem que poucos aguentariam!

Aprendeu e evolouiu lado a lado com Don Drummond, seu comparsa, na década de 50 e 60. Foi também mais um "aluno" exemplar revelado pela Alpha Boys School, assim como Johnny "Dizzy" Moore, fundador do Skatalites, Lester Sterling e o próprio Don Drummond. A famosa "masmorra didática" da ilha, que ensinava música a jovens "problemáticos". A reputação da escola era tão grande que muitos ludibriavam os fatos para entrar na escola, e ali aprender música. Na época, era uma luz no fim do túnel meio ao caos socio-econômico da Jamaica e arredores. Assim, seguindo forte como um fiel mensageiro da palavra de Jah, chegou ao patamar de grande arquiteto da música jamaicana.

"Eu queria mesmo era tocar saxofone, mas não havia instrumentos suficientes para tal. Eu tinha que jogar com aquilo que o maestro achasse melhor", diz Rico sem remorsos. Partiu em 62 pra Inglaterra, onde construiu sem pressa seu vasto legado. Foi ver que do outro lado do atlântico a grama é realmente mais verde. Sua mais notável passagem na Europa se deu com The Specials, na década de 80, e com coletivo Jazz Jamaica All-Stars, na década de 90. Rico dispensa comentários, qualquer regueiro que se preze ficará entusiasmado com a rica sonoridade veiculada ao trabalho de Rico Rodriguez.

Lançado no ano de 1977, "Man From Wareika", trouxe ao mundo a estréia "oficial" de Rico Rodriguez. Algumas participações e discretos releases precedentes poderiam ser citados, mas nenhum trouxe seu nome em evidência. O título do álbum refere-se a Wareika Hills, uma montanha próxima de Kingston, local de cerimônias e encontros rastafáris. Rico passou um bom ali, tempo junto ao percussionista Count Ossie, que pôde abrir a mente de Rico e encorajá-lo a dar passos maiores. Após uma temporada ali, fortalecido e iluminado pela verdade de Jah, Rico reaparece com o seu plano perfeito: enfim jogar "sozinho" com a música. O disco, quase todo instrumental, mostra Rico renovado e muito bem intencionado. Conta com participações pesadíssimas de Lloyd Parkes, Noel "Skully" Simms, Bobby Ellis, Sly Dunbar e Robbie Shakespeare - brincadeira, estes dois últimos estão em todas! Com uma fineza inconvencional, sofriam de criatividade mórbida. A destreza que envolveram neste projeto não se encontra em qualquer esquina. A repercussão ecoou forte, e acabou saindo por três selos, Island Records, Sonic Sounds e Blue Note (veja+). Pra mim, hoje, as mais cabulosas do disco são: "Man From Wareika", "África" e "This Day", mas posso mudar completamente de ideia amanhã (hehe). Após tomar esta pedrada você concluirá que um bom reggae não carece necessariamente de letras bem fundadas, a vibração passada aqui com poucas palavras reflete isso. Um disco alegre, completo e principalmente instigante!




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"[1977] Man From Wareika"
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1. Rico Rodriguez - This Day (4:18)
2. Rico Rodriguez - Ramble (4:13)
3. Rico Rodriguez - Lumumba (4:03)
4. Rico Rodriguez - Africa (4:38)
5. Rico Rodriguez - Man From Wareika (3:18)
6. Rico Rodriguez - Rasta (3:38)
7. Rico Rodriguez - Over The Mountain (3:17)
8. Rico Rodriguez - Gunga Din (3:57)
9. Rico Rodriguez - Dial Africa (3:23)



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Este disco, intitulado "Warrika Dub", traz as dub-versions do clássico "Man From Wareika". Tal edição foi lançada pela Island apenas no Japão, em 2004. Mas as faixas contidas aqui já eram conhecidas na Jamaica pré-77. Um raro pre-LP, após abortado seu lançamento oficial, acabou minando "casualmente" pelos guetos jamaicanos - pra deleite dos soundsystems da época. Rico apresenta-se aqui escorado com a Ghetto Rockers, onde excursionam pelo céu aberto causado pelos fortes ventos do fenômeno "El Dub". Com profundidade edificante e rasantes precisos, te levam a um estado elevado de euforia. "Gunga Din Dub", "Over The Montain Dub" e "Dial África Dub" são os destaques por ora. Se deixe levar por esta onda e quando se der conta estará pegando os maiores jacarés da sua vida!




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"[2004] Warrika Dub"
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1. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - This Day Dub (5:42)
2. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Gunga Din Dub (3:36)
3. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Africa Dub (5:32)
4. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Lumumba Dub (4:01)
5. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Dial Africa Dub (3:43)
6. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Man From Wareika Dub (4:24)
7. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Over The Mountain Dub (4:36)
8. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Rasta Dub (3:48)
9. Rico Rodrigues & Ghetto Rockers - Ramble Dub (4:25)

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JANIS JOPLIN: I GOT DEM OL' KOZMIC BLUES AGAIN MAMA

*NOTA: Post refeito sob novos argumentos, reestruturado com nova resenha, além da alteração do disco para sua versão deluxe edition. Janis merece o melhor sempre (seus fãs também)! ~repostado por pitera


Começo este post exaltando a polêmica. Palavra indissociável da vida e carreira de Janis Lyn Joplin, a qual deve-se o post de hoje. Janis é hoje admirada e reconhecida por seu trabalho e lembrada por suas vivências bastante ousadas e avançadas para os padrões socialmente estabelecidos. Em verdade, Janis elevava-se perante à desgastada sociedade sessentista. A longevidade de sua arte é por si só a mais pura prova da elevação e superação de paradigmas aprisionadores presentes na história da humanidade. Viver sem máscaras é um trunfo de sua pessoa, aliado principalmente à capacidade única de transformar mágoas e rancores em música. A voz de Janis por si só pode ser considerada arrebatadora, carregada de emoção e técnica. Agora imagine esta voz acompanhada por uma seção de metais igualmente primorosa, para ter idéia do que está por vir com este post.

Esta reedição deluxe aqui apresentada, completa o lançamento de 1969 com as oito canções originais mais três faixas extra: um outtake inédito de "Dear Landlord", de Bob Dylan, e versões ao vivo de "Summertime" e "Piece of My Heart" no Woodstock. No período referido Janis Joplin já se aventurava com a Kozmic Blues Band. Influenciada pelo rhythm & blues de bandas da década de 60 como Ottis Redding e os The Bar-kays, a banda tentava concretizar o propósito de misturar elementos do soul e do funk com o blues, indo na contramão da tendência do hard rock psicodélico. Para mim, a principal característica de Kozmic Blues é a incrível energia capturada ao longo de cerca de cinquenta minutos. Janis vai do sussurro ao grito, mostrando ao ouvinte uma dualidade encontrada em todo ser humano, que se faz também inerente ao disco. Faixas como "Try" e "As Good As You've Been To This World" contam com o groove da soul music, ao mesmo tempo, "Maybe", "Work Me Lord" e a singela "Little Girl Blue" têm uma característica pegada gospel. A essência do disco no entanto é a mesma e se faz maior que qualquer rotulação: músicas que penetram no fundo da alma. Bateria em timbres profundos, guitarras executando primorosas linhas melódicas, metais intensos e cativantes, e até violinos acompanhando a cadência da voz de Janis, que se apresenta como curativo para nossos dias neste mundo.

Como a passagem de um cometa, este disco passará pelos seus ouvidos. A rapidez do fenômeno e a intensidade da experiência podem ser apontadas como as semelhanças mais instantâneas. A Kozmic Blues nunca se solidificou como grupo, e a passagem de Janis pela Terra também faz as vezes de um fenômeno astronômico, intenso. Sinta também um grito rouco saindo por sua própria garganta ao dar o play nesta pedra!




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"[1969] Kozmic Blues (Deluxe Edition)"

1. Janis Joplin - Try (Just a Little Bit Harder) (3:57)
2. Janis Joplin - Maybe (3:41)
3. Janis Joplin - One Good Man (4:11)
4. Janis Joplin - As Good as You've Been to This World (5:27)
5. Janis Joplin - To Love Somebody (5:14)
6. Janis Joplin - Kozmic Blues (4:24)
7. Janis Joplin - Little Girl Blue (3:50)
8. Janis Joplin - Work Me, Lord (6:45)
9. Janis Joplin - Dear Landlord (Outtake from the Kozmic Blues Sessions)* (2:32)
10. Janis Joplin - Summertime (Live at Woodstock)* (5:03)
11. Janis Joplin - Piece of My Heart (Live at Woodstock)* (6:31)
*Bônus tracks
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SKA ISLAND


"Ska Island" é uma coletânea com o melhor do ska, reunindo os anciãos e os jovens pupilos da cena.  Foi lançada em 1997, pela poderosa Island Records. Projetado, selecionado e angariado pelo inglês Gaz Mayall, vocalista, tocador de melódica e fundador do The Trojans. Gaz teve de fazer escalas em alguns países para conseguir os ingredientes para essa receita. Passou primeiro no jardim orgânico da Jamaica, onde encontrou Prince Buster, Skatalites, Rico Rodriguez e Ernest Ranglin, entre outros. Depois saiu em busca de novos temperos, genericamente modificados, e trouxe Jump With Joey, Hep Cat, FishBone e Ocean 11. Não é que esta guloseima ficou realmente saborosa? De larica ou não, tu vais com certeza repetir o prato!

O teor de tal especiaria é diversificado, tem base com raízes do jamaican ska, mas também o frescor do ska contemporâneo, evoluido. Dimensionado para se ouvir um pouco mais alto que o último volume, sem pular, se quer, uma faixa. No alicerce, mas não por baixo, tem Rico Rodriguez tributando Dave Brubeck, no clássico, desta vez dançante, "Take Five". Junto está o ska-blues descomunal de Ernest "Dedo de Aço" Ranglin, amparado com o Jump With Joey, em "Honky Tonk Parts 1 & 2". Já no cerne carregado com nova seiva, com ricos nutrientes, estão Fishbone, tocando e acelerando Bob Marley, em "Crazy Baldheads". Além de Ocean 11, animando a rapeize com "Stop That Train". Tem merecido destaque a faixa do cabeça do projeto Gaz Mayall com os Trojans, com a pedra "Keep On Running". E não atrás, mas sim do outro lado da terra, estão os japa-men The Ska Flames e The Determinations, esta segunda, que já ouvia bastante, merecedores de post próprio, trata-se de uma banda deslumbrante. Foram eles que, na verdade, me convenceram a adquirir - e pesquisar sobre - esta luxuosa compilação que vos trago. Os Determinations têm, não por acaso, inspiração determinada a te fazer dançar, nem que seja que com os olhos, ou com os neurônios, ritmados... Assim chega na OficinaDeMacacos este disco como um todo, como algo que surge independente, isento de receios, persuadido a te cativar e te instigar! Um salve dançante a esta trama cultural e intelectual que é o SKA!




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"[1997] Ska Island"
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1. Prince Buster & The Skatalites - King Of Kings (4:38)
2. The Skatalites - Magic Star (5:02)
3. Doreen Shaffer & The Skatalites - Can't You See (3:11)
4. The Toasters - The Stage (2:58)
5. Fishbone - Crazy Baldheads (4:45)
6. Ernest Ranglin & Jump With Joey - Honky Tonk Parts 1 & 2 (5:29)
7. Dan-I & Jump With Joey - Barefootin' (3:11)
8. Hepcat - Penny Reel (4:08)
9. Ocean 11 - Stop That Train (2:48)
10. Rico Rodriquez & Freetown - Take Five (4:02)
11. Laurel Aitken & Freetown - Rudy Girl (3:09)
12. Dr. Ring-Ding & The Senior Allstars - Shame And Scandal In The Family (3:13)
13. The Determinations - Housewifes Choice (5:07)
14. The Ska Flames - Kiss Bam Bam (3:33)
15. Gaz Mayall & The Trojans - Keep On Running (3:38)

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STUDIO ONE RUB-A-DUB


A frase que define o post de hoje é: "Oficina de Macacos Inna Rub-a-Dub Style!". Assim, com satisfação,  trazemos à deleite dos ouvintes essa pedrada de alto quilate. A Studio One é sinônimo de qualidade e o disco de hoje não foge à regra! A denominação rub-a-dub pode ser relacionada com o que mais tarde ficou conhecido por dancehall. Caracterizado principalmente pela estabilidade rítmica e a presença dos vocais, que recebem mais foco. É um gênero composto por linhas de baixo marcantes e um tanto quanto retilíneas, acompanhadas obrigatoriamente por uma instrumentação percussiva marcante (aí está a profundidade e a maresia do dub) e por ora uma seção de metais.

O que prevalecem de fato são os vocais, que em conjunto com a seção rítmica conduzem o ouvinte ao êxtase. Mas este disco é heterogêneo em alguns aspectos. É um álbum que aborda uma variada gama de vocais: fazem-se presentes em seu conteúdo tanto vocais mais melódicos, privilegiando os backings vocals e o lirismo do cantor - sendo assim mais associável ao reggae - quanto vocais mais agressivos (não em mensagem, mas em métrica) com o teor característico do ragga. A seção rítmica também não foge à essa regra, transitando na ponte reggae-dub-dancehall.

Uma nascente característica que florescia do contexto musical jamaicano nos anos setenta era o rearranjo de canções clássicas. Tal fato explica a presença de, por exemplo, "Natural Mystic" neste álbum, interpretado por Jennifer Lara. O estilo moderno do dancehall, caracterizado pela presença de um deejay ou um "mcjay" que mandam suas rimas sobre riddims conhecidíssimos, tem como raiz essa fonte fértil dos saudosos anos setenta. Cornel Campbell, The Heptones, Johnny Osbourne e muitos outros artistas lendários prometem fazer os ouvintes pirarem. Destaques para os vocais alucinados de Rapper Robert & Jim Brown em "Minister for Ganja", o lirismo de Barry Brown em "Give Love", a suave e aveludada voz de Johnny Osbourne em "Forgive Them", e por fim o grande flow de Lone Ranger em "Natty Chalwa". Altamente recomendado!



1. Cornell Campbell - My Conversation (5:18)
2. Lone Ranger - Screw Gone A North Coast (2:49)
3. Judah Eskender Tafari - Danger In Your Eyes (2:53)
4. Rapper Robert And Jim Brown - Minister For Ganja (3:13)
5. Freddie Mcgregor - How Could You Leave (3:08)
6. Barry Brown - Give Love (2:49)
7. Len Allen Jnr - White Belly Rat (3:16)
8. Johnny Osbourne - Forgive Them (2:37)
9. Jennifer Lara - Natural Mystic (3:40)
10. Horace Andy - Happiness (4:54)
11. Rapper Robert And Jim Brown - Pirate (3:21)
12. Willie Williams - Keep On Moving (2:58)
13. Papa Michigan And General Smiley - Jah A The Creator (4:25)
14. The Ethiopian - Empty Belly (2:06)
15. Earl 16 - No Mash Up Di Dance (2:53)
16. The Jay Tees - Forward To Jah (3:10)
17. Lone Ranger - Natty Chalwa (3:01)
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ULTIMATE BRAZILIAN BREAKS & BEATS

"Raridades no funk, no dancefloor, e no samba diretamente das profundezas do Brasil". É com essa chamada que os discos de hoje pretendem capturar as atenções da macacada que por aqui passa. Os discos são coletâneas feitas por gringos da Murge Discos que buscam sintetizar em suas pesquisas musicais principalmente o groove brasileiro da década de 70. Dada a quantidade de funk brasileiro gravado nos anos 70, é difícil pensar em qualquer registro como sendo o "ideal", mas tenho que admitir que este conjunto faz um trabalho muito bem fundamentado!

As faixas pertencem à um lote realmente louco: músicas que não só tem alguns toques de soul samba, mas que tem também a finalidade de mostrar alguns estilos peculiares e inusitados de produção, além de sons instrumentais. Se você está procurando faixas funky destinadas a fundir sua mente, este pacote é uma ótima opção para começar o trabalho. Ultimate Brazilian Breaks & Beats funde mesmo a cuca, aquece o corpo, causando sacolejos gerais. A Oficina De Macacos adverte: o uso destas duas belezas em ambientes propícios, repletos de pessoas raras e essenciais, com certeza tornam a ocasião ainda mais especial. Sendo mais direto: a festa é garantida!


"O volume um traz pedradas de grande fado, começando pelo saudoso Miguel de Deus, que num canto fervoroso, com caras de louvor, entoa 'Mr. Funk' e inaugura o climão de festa que como já foi dito, para mim é uma das fortes características do pacote. Destaco ainda a sugestiva 'Jungle Fever' da Super Erotica que coloca doses sensuais de gritos e gemidos entrelaçadas à doses cavalares de groove, resgatando e nos remetendo à um universo simbólico e representativo, como o bloxpoitation. 'Melô do Mão-Branca' também merece destaque, e coloca em foco o funk mais risonho e lúdico."

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"[2006] Ultimate Brazilian Breaks & Beats 1"
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1. Miguel De Deus - Mister Funk (3:22)
2. Cry Babies - Kool And The Gang (3:15)
3. Brasil Tropical - Batucada Tropical (3:56)
4. Hot Stuff Band - Juju Man (2:57)
5. Aquarius Band - Sultana (3:43)
6. Free Som Orchestra - The Kings Bounce (2:06)
7. Super Erotica - Jungle Fever (4:16)
8. Ed Lincoln - Se Voce Quiser (2:16)
9. Orquestra Cbd - Tema Da Zorra (3:06)
10. Sos - Big Splash (3:10)
11. Mão Branca - Melô Do Mão Branca (4:21)
12. Samba Soul - Disco Chuva (1:59)
13. Unknown Artist - Batulona (0:21)
14. Beto Strada - Guitarra (1:30)

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"O volume dois traz a nosso conhecimento sons muito raros como 'Tereco' de Nonato e Seu Conjunto, pérolas como 'Nome Do Jogo' dos Tremendões, 'Tributo A Mim Mesmo' de Seu Guilherme, 'Festa Para Um Rei Negro' de Dilla entre outras do nosso samba, funk e jazz."

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"[2007] Ultimate Brazilian Breaks & Beats 2"
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1. Nonato E Seu Conjunto - Tereco (3:16)
2. Banda Erotica - Flash (2:41)
3. Dom Salvanini - St Tropez (2:36)
4. Zito Righi - Poema Ritmico Do Malandro (2:36)
5. Os Tremendoes - Nome Do Jogo (3:26)
6. Dona Maria - Solidao (2:40)
7. Coutinho E Seu Conjunto - Papa Jimmy (3:57)
8. Dilla - Festa Para Um Rei Negro (3:15)
9. A Ponte - Nos (3:33)
10. Seu Guilherme - Tributo A Mim Mesmo (3:46)
11. Freesom Orquestra - Rush (4:14)
12. Banda Brasil Feliz - Africa (3:04)
13. Unknown - Tornado Twister (Bonus) (0:16)
14. Unknown - San San (Bonus) (0:20)
15. Unknown - Tributo Dois (Bonus) (0:21)
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BLACK UHURU

"BLACK SOUNDS OF FREEDOM (2xCD DELUXE EDITION)"


"Certo dia recebo das mãos de minha irmã um dvd acompanhado de um pedido: 'Coloca pra tocar pra mim?!'. Quando vejo é o ultimo dvd da Vanessa da Mata, em Paraty. Bom, não sou fã mas dei o play. Começa então uma pegada de reggae meio acelerado. Normal, visto que a Vanessa antes da carreira solo cantava numa banda de reggae, chamada Shalla-Ball. O groove sinestésico segue e logo evolui para um inesperado dub de primeira qualidade. Surpreso e mais atento, percebo duas figuras levemente sobressalentes em meio a banda. No baixo um negão com um sobretudo preto e óculos escuros (e no mínimo, suspeitos), na bateria um 'tiozinho', com uma touquinha escondendo seus dreads-locks, dando uma íntima surra na batera. Depois de orquestrarem as duas primeiras faixas, saem sob olhar brilhante de Vanessa e entusiasmados aplausos da galera! (...)"

A suspeita foi válida, o baixista era Robbie Shakespeare e o batera era Sly Dunbar. Estes caras são simplesmente a dupla que deixou a maior herança musical na história do reggae! Estima-se que gravaram mais do que 200.000 musicas. Falou versatilidade e produção, falou com eles. O que tudo isso tem a ver com Black Uhuru? Nada não, só o fato que estes dois integrantes ilustres comandaram a cozinha rítmica da banda, que nessa época (1975) ainda chamava-se "Black Sound Uhro". Esta era uma das bandas que eles participavam. No começo da carreira, na segunda metade da década de 70, gravaram com as principais bandas, trios e coletivos da Jamaica. Tocaram (não perdoe o exagero) com todos os melhores da sua época: Skatalites, Abyssinians, Augustos Pablo, Culture, Peter Tosh, Horace Andy, Aggrovators, Delroy Wilson, Max Romeo, etc. Também eram titulares das convocações de Lee Perry, Sylvan Morris e King Tubby. Sempre dando o alicerce necessário para cada projeto. Máximo respeito é o que merecem... Sem delongas, vamos ao que interessa!

Black Uhuru significa Liberdade Negra em swahili, o dialeto mais falado em toda África. O disco de hoje deve ser colocado na sessão "clássico-dos-clássicos" em sua estante. O "Black Sounds Of Freedom", é originalmente uma reedição do primeiro álbum da banda, de 1977, chamado "Love Crisis". Produzido por Sylvain Morris (o mesmo que produziu as demos do "Catch a Fire", dos Wailers) foi remasterizado, aditivado e foi relançado quatro anos depois, em 1981, pelo selo Greensleeves. Nesta reedição participam grandes nomes da cena jamaicana. Michael Rose e Duckie Simpson cantam e vibram em alto e bom tom. Na linha de metal estão: Cedric Brooks, Hedley Bennett e Bobby Ellis. Winston Wright comanda o organ e o clavinete. Johnny Osbourne brinca com sua escaleta. Nas guitas Eric Lamont e  Earl Chinna Smith. Na percussão Noel Scully Simms e Santa Davis. Segurando o leme deste navio estão, claro, Sly & Robbie. Pra mim a identidade sonora do Black Uhuru deve-se principalmente a esses dois. A bateria de Sly neste disco é bem diferente de todas a bandas desta fase. O baixo de Robbie marcava seu território, território este que nunca perdeu espaço, só ganhou reconhecimento em diversas releituras.

A versão deste torpedo que vos entrego é a deluxe edition, lançada em 2009, que guarda no primeiro disco o álbum original remasterizado e suas revisões aDUBadas. Seria o suficiente para um edição deste calibre. Mas tem gente que não sabe brincar. O segundo disco traz o álbum original de 77 "Love Crisis", seus respectivos dubs com participação de U-Black segurando o flow sobre a base arquiteta pelo produtor Prince Jammy. O disco é muito bom, realmente te conquista e te remete a saudosa década-de-ouro do reggae. Destaque para as faixas: I Love King Selassie, Eden Out Deh, Love Crisis e Willow Tree, também a versão para Natural Mystic de Bob Marley. Pedrada certeira, mesmo que tente desviar ela irá te atingir. Aproveite como lhe for conveniente esta clássica extravagância jamaicana!


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"[2009] Black Sounds Of Freedom (Deluxe Edition)"
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- CD1: Overdubbed '77 Album + Bonus Tracks
1. Black Uhuru - I Love King Selassie I (4:36)
2. Black Uhuru - Satan Army Band (3:03)
3. Black Uhuru - Time To Unite (3:05)
4. Black Uhuru - Natural Mystic (3:10)
5. Black Uhuru - Eden Out Deh (3:32)
6. Black Uhuru - Love Crisis (3:15)
7. Black Uhuru - African Love (3:40)
8. Black Uhuru - Hard Ground (3:04)
9. Black Uhuru - Willow Tree (2:59)
10. Black Uhuru - Sorry For The Man (4:04)
11. Black Uhuru - Eden Dub (4:11)
12. Black Uhuru - Mystic Mix (3:38)
13. Black Uhuru - His Imperial Majesty (3:45)
14. Black Uhuru - Weeping Willow (4:11)
15. Black Uhuru - Bad Girls Dub (3:26)
16. Black Uhuru - Tonight Is The Night (3:57)
17. Black Uhuru - Firehouse Special (3:05)
18. Black Uhuru - African Culture (3:46)
19. Black Uhuru - Crisis Dub (3:47)
20. Black Uhuru - Sound Man Style (3:26)

- CD2: Original '77 Album "Love Crisis" + Bonus Tracks
1. Black Uhuru - Crisis For Love (3:13)
2. Black Uhuru - Satan Army Band (3:03)
3. Black Uhuru - Tonight Is The Night To Unite (3:06)
4. Black Uhuru - Eden Out Deh (3:29)
5. Black Uhuru - Sorry For The Man (4:07)
6. Black Uhuru & U-Black - Love You Girl (3:02)
7. Black Uhuru - I Love King Selassie (4:39)
8. Black Uhuru & U-Black - King Of All Time (3:09)
9. Black Uhuru - Natural Mystic (3:06)
10. Black Uhuru - Hard Ground (3:02)
11. Black Uhuru & U-Black - Crocodile Style (2:51)
12. Black Uhuru - African Love (3:39)
13. Black Uhuru & U-Black - Ride Into Zion (3:52)
14. Black Uhuru - Willow Tree (2:53)

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BOB MARLEY & THE WAILERS

"CATCH A FIRE (2xCD DELUXE EDITION)"


Para quem ainda não sabe, dia 6 de fevereiro de 1945, Robert Nesta Marley desceu ao mundo, e neste  ano completaria 65 anos de vida. Ainda ecoam centenas de agradecimentos e respeitosas comemorações ao redor do mundo. Vejo então o momento mais propício para promover, aqui na OficinaDeMacacos, o album mais significativo da carreira do soberano mestre do reggae. Bob Marley é uma unanimidade real, foi o cara certo, na hora certa, no lugar certo! Unanimidade entre todos que reconhecem o verdadeiro valor que se deve dar a música. Na concepção de Bob, este era o alvo de seu  trabalho, de sua busca. Lutando com sua melhor arma - pura e simplesmente: MÚSICA - Bob Marley, abriu os olhos, tocou o coração, chacoalhou o corpo de milhares de pessoas. As transformou em um exército apaixonado por sua honrosa jornada - com propósitos incontestáveis no qual fomentavam a igualdade, união, liberdade e paz - munida apenas com a Verdade de Jah. Assim, Bob Marley e os Wailers (BMW) romperam barreiras, revolucionando de fato a história da música e o poder abrangido por ela. È, talvez sem este (...) "malandro de Nine Mile" o reggae não estaria numa eterna crescente, nem seria tão fortalecido e propagado por todos estes guerreiros, ou como dizia Bob: estes Buffalo Soldiers!

Nossa homenagem se dá por completa carregando em anexo o álbum mais capcioso do maioral do reggae. Trate-se do "Catch A Fire"... melhor ainda, da Versão Deluxe do dito cujo! Esta é uma autêntica "pérola-negra dos sete mares". Catch a Fire foi o primeiro disco de Bob Marley, lançado pelo selo Tuff Gong, vinculado a gravadora inglesa Island Records, o primeiro a ser finalizado em solo inglês e amparado com as tecnologias dos GreenGoes. Para ser mais preciso, este tio branquelão era um produtor atento e audacioso chamado Chris Blackwell. Este álbum conseguiu chegar todos os cantos da terra, foi quando veio o grande susto dos mais conservadores. È o 123º melhor álbum de todos os tempos pela lista da revista RollingStone (Bob tem 9 álbuns nesta lista).

"Os Wailers eram espiritualizados na maneira de pensar. Pensavam sob um aspecto divino, carregavam isso em suas preocupações. Punham isso na música, você podia sentir. Nossa missão era passar esta mensagem." ~Sylvan Morris, engenheiro de som dos estúdios Harry J. e Dynamic Sound onde foram gravadas as primeiras versões

Os músicos escalados para aditivar o álbum recem-nascido em Kingston estranharam aquele ritmo e mal podiam imaginar a que patamar este viria a pertencer. Fruto de muitos ensaios e sublimes vibrações! Esta edição Deluxe trás, além do álbum produzido por Blackwell, as versões gravadas com os humildes 7 canais nos estúdio Harry J. e no Dynamic Sound em 72/73, ambos em Kingston. Neste tempo gravavam bateria e percussões em um só canal, o mesmo acontecia com a guitarra-base e os teclados. Quando não, a gravação era de forma live, ou seja, todos numa sala tocando juntos. Isto sem duvida trouxe traços interessantes para a totalidade do som. Outro fato interessante foi a sugestiva concepção da arte da capa do LP, era em forma de Zippo (abria da mesma maneira). Logo depois perceberam que o custo da fabricação era inviável e passaram a produzir com um encarte tradicional (veja todas as versões deste álbum aqui!). Deixemos a conversa de lado e vamos ao que interessa. Destaque para todas as faixas, de ambos os discos. Prepare-se para dividir a historia de seu envolvimento com o reggae em duas fases: pré-Catch a Fire e pós-Catch a Fire. Segurem o refrão e espalhem a mensagem! Thank you Lord, Thank you Bob!!!

"Começaram (os Wailers) a tocar essa música estranha, que eu jamais ouvira. Não se parecia com nada que eu já tivesse ouvido, nem com R&B, nem com música de igreja, enfim, com nada. Era de trás pra frente!" ~Wayne Perkins guitarrista que participa das gravações no Island Studio

(#548 635-2)


Dê o play, macaco!
"[2001] Catch a Fire (Deluxe Edition)"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

- CD1:The Unreleased Jamaican Versions
1. Bob Marley & The Wailers - Concrete Jungle (4:16)
2. Bob Marley & The Wailers - Stir It Up (3:39)
3. Bob Marley & The Wailers - High Tide Or Low Tide (4:44)
4. Bob Marley & The Wailers - Stop the Train (3:55)
5. Bob Marley & The Wailers - 400 Years (3:02)
6. Bob Marley & The Wailers - Baby We've Got a Date (4:05)
7. Bob Marley & The Wailers - Midnight Ravers (5:09)
8. Bob Marley & The Wailers - All Day All Night (3:29)
9. Bob Marley & The Wailers - Slave Driver (2:56)
10. Bob Marley & The Wailers - Kinky Reggae (3:44)
11. Bob Marley & The Wailers - No More Trouble (5:16)

- CD2: The '73 Released Album (ILPS 9241)
1. Bob Marley & The Wailers - Concrete Jungle (4:14)
2. Bob Marley & The Wailers - Slave Driver (2:54)
3. Bob Marley & The Wailers - 400 Years (2:46)
4. Bob Marley & The Wailers - Stop That Train (3:56)
5. Bob Marley & The Wailers - Baby We've Got A Date (Rock It Baby) (3:58)
6. Bob Marley & The Wailers - Stir It Up (5:34)
7. Bob Marley & The Wailers - Kinky Reggae (3:39)
8. Bob Marley & The Wailers - No More Trouble (4:00)
9. Bob Marley & The Wailers - Midnight Ravers (5:08)

~integrantes:
- "72/"73 jamaicans demos:
Backing Vocals - Marcia Griffiths, Rita Marley
Baixo - Aston "Family Man" Barrett
Congas, Bongos, Vocals - Bunny Livingston
Bateria - Carlton Barrett
Vocals, Guitarra Acústica - Bob Marley
Piano, Organ, Guitarras, Vocals - Peter Tosh
Mixado por Errol Brown, Sylvan Morris
- "73 oficial release:
Produzido por Chris Blackwell
Guitarra - Wayne Perkins
Percussão - Chris Karen, Franscisco Willie Pep, Winston Wright
Sintetizadores, Clavinete, Organ - John Bundrick
Engenheiros de som - Carlton Lee, Stu Barrett, Tony Platt
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TROJAN NYAHBINGHI BOX SET


O post de hoje atêm-se à música rastafari crua, "étnica", que aquece ouvidos graças à um punhado de mãos de percussionistas Rastas. Disponibilizamos hoje um box de 3 CD's que agrega 50 versões nyahbinghi dos anos sessenta e setenta. Essas canções caíram em esquecimento por serem consideradas pelo público da época como canções de díficil assimilação. Ouvindo o disco parece difícil acreditar... Entretanto, hoje sabemos da existência de olhares diferentes por parte do público quando tratamos de um material deste tipo. Ouvidos mais atentos, curiosos, alguns ainda inatos raramente desperdiçam a oportunidade de ouvir uma produção alternativa como estas, que só mesmo selos do porte da Trojan poderiam disponibilizar! Agradecemos!

A música nyahbinghi tem como origem as tradições afro-jamaicanas kumina ou buru, nas quais a percussão e os cânticos teriam como descendência às danças tradicionais do Oeste Africano. Esta música, em sua mais pura forma, só foi executada e ouvida em cerimônias, conhecidas como grounations, ou reuniões que tinham como espaço acampamentos rastafari como o "Dungle" ou o da colina "Wareika". Seu batuque incessante e o constante cantar sempre foram indissociáveis dos mais ortodoxos devotos da fé Rastafari.

Três diferentes tipos de tambores, conhecidos popularmente como tambores kette (ou akete ou ainda ikete), eram usados na música buru. O tambor maior, com sua batida retumbante profunda, tem geralmente entre dois e três metros de diâmetro. Pode por vezes, ser tocado com uma baqueta acolchoada. Era usado para manter o tempo e manter o ritmo. Os menores, que aparecem e repetem-se com maior frequência, são produzidos com uma membrana de pele de cabra esticada. Estes, regidos pela improvisação, cavalgam sobre a base rítmica do tambor maior.

Os três principais tambores seriam aumentados por uma seleção de diferentes instrumentos de percussão, e instrumentos customizados pelos próprios músicos também seriam incorporados; muitos dos melhores músicos de jazz e ska da Jamaica saíram daí. Evoluindo, com louvores a Jah, e desenvolvendo suas habilidades musicais nesses encontros fundamentalistas. Sinta-se presente em um desses encontros ao dar o play nesta pedra. Se liga!


Dê o play, macaco!
"[2003] Trojan Nyahbinghi Box Set"

- CD1
1. Ras Michael & The Sons Of Negus - Keep Cool Babylon (3:13)
2. Bongo Herman & Eric Lamont - Know Fari (2:38)
3. Count Ossie & His Band - Back To Africa Part One (2:31)
4. Prince Student - Rivers Of Babylon (3:20)
5. Ras Michael & The Sons Of Negus - Rise Jah Jah Children (The Lion Sleeps) (2:11)
6. Bongo Herman & Eric Lamont - African Breakfast (3:22)
7. Count Ossie & The Mystic Revelation - Rasta Reggae (Aka I'm Going Home) (3:39)
8. Dadawah - Run Come Rally (7:41)
9. Ras Michael & The Sons Of Negus - Roll River Jordan (2:43)
10. Bongo Herman, Eric Lamont, & Les Chen - Salaam (Peace) (3:15)
11. Roland Downer & Count Ossie With His Band - Ethiopian Kingdom (3:01)
12. Morgan's All Stars - Drums Of Passion (2:43)
13. Ras Michael & The Sons Of Negus - We're Marching On To Victory (4:43)
14. Bongo Herman - Tribute To Don Quarrie (3:12)
15. Count Ossie & Leslie Butler - Soul Drums (2:51)
16. The Heaven Singers - Rasta Dreadlocks (3:05)
17. Max Romeo - Words Of Wisdom (2:46)

- CD2
1. Ras Michael & The Sons Of Negus - Run Come (Throw Away Your Stoney Heart) (3:35)
2. Bongo Herman And Les Chen - Dew Of Herman (2:29)
3. Al Vibrators With Count Ossie And His Band - Move Up (Nyah Boogie) (3:23)
4. Dadawah - Burning Drums (3:29)
5. Ras Michael & The Sons Of Negus - Carnal Mind (3:06)
6. U Roy And Peter Tosh - Earth's Rightful Ruler (2:35)
7. The Linkers - Nyah Man Story (3:06)
8. Bongo Herman & The Harry J All Stars - Reggae With The Birds (3:11)
9. Ras Michael & The Sons Of Negus - Jah Got The Whole Word (2:48)
10. The Typhoon All Stars - Rack-A-Tack (2:43)
11. Dadawah - Seventy Two Nations (10:44)
12. Bongo Herman - Water Pump (2:41)
13. Ras Michael & The Sons Of Negus - Rastman Chant (4:18)
14. Count Ossie & The Mystic Revelation - Samia (3:45)
15. Samuel The First - Sounds Of Babylon (3:42)
16. Bongo Herman - Tribute To The President (3:39)

- CD3
1. Ras Michael & The Sons Of Negus - Nyah Man Say (2:55)
2. Bongo Herman & Eric "bingy Bunny" Lamont - Freedom Fighters (3:32)
3. Roland Downer & Count Ossie With His Band - A Ju Ju Wah (3:33)
4. Dadawah - Zion Land (9:52)
5. Count Ossie & His Band - I Dread Version (2:40)
6. Ras Michael & The Sons Of Negus - Cast Them In The Fire (3:40)
7. Bongo Herman & Eric "bingy Bunny" Lamont - Feel Nice (3:12)
8. Jimmy Cliff - Bongo Man (A Come) (3:59)
9. Count Ossie & His Band - Blacker Black (3:11)
10. Ras Michael & The Sons Of Negus - Pretty Little Face (3:27)
11. Bongo Herman - Vice President (2:45)
12. Dadawah - Know How You Stand (10:24)
13. Count Ossie & His Band - Back To Africa Part Two (2:35)
14. Boston Jack & The Soulites - Starvation (3:03)
15. Ras Michael & The Sons Of Negus - Come Down (Pomps & Pride) (4:02)
16. I Roy - Musical Drum Sound (2:48)
17. The Now Generation - Musical Drum Sound (Version) (2:32)

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