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GROUNDATION: DISCOGRAFIA (PARTE 3)


Falar de Groundation hoje em dia é fácil, ou quase. Isso não por achar que entenda tanto, talvez o suficiente pra argumentar totalmente tranquilo. E sim porque é do tipo que sua discografia fala por si só. A sonoridade recolhida por esses músicos californianos é de uma finesa irreparável. Sempre aparecem com novas ondas que trazem a evidente evolução na crista. Não param de crescer, revolucionar e ditar o ritmo do novo Reggae, por assim dizer. De baixo de seus pés muito mais que o puro Reggae. Sua sonoridade é riquíssima, algo alcançado comumente na amplidão criativa do Jazz. Carregam, como disse, um groove sem igual, algo que além de economizar argumento, despreza qualquer superficial crítica. Assim, com o inevitável título de melhor banda da atualidade, que completamos nosso artigo mais acessado de todo o sempre do blog.

No ano passado (2012), a mais expressiva banda dos últimos tempos, comandada pelo mestre Harison Stafford, lança mais um petardo na órbita da Terra. Agora já com a formação bem definida. Em "Building An Ark" a musicalidade e talento da banda, big-band, transborda em canções maravilhosas melódica e harmonicamente. É de uma soberania sonora em que o coração sente-se obrigado a bater no ritmo. Algo que transcende rótulos e estigmas. Contam e cantam uma nova postura para a vida, sempre levando sua música a um nível extra. Acima dos antecessores trabalhos se encontra o foco da banda. Como já observado anteriormente, o Reggae está ali, presente e marcante mas se mostra cada vez mais distante sem deixar lacunas. Não é menor por isso, pelo contrário, está ali e aquém dali. Surfa nas melhores ondas sem saber qual melhor gíria para definí-las. Demais, mas não demais pra mim!


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"[2012] Building An Ark"

1. Groundation - Building An Ark (6:06)
2. Groundation - Humility (5:35)
3. Groundation - Be That Way (7:15)
4. Groundation - Payaka Way (7:28)
5. Groundation - Merry-go-round (5:44)
6. Groundation - The Dreamer (4:00)
7. Groundation - Who Is Gonna (5:46)
8. Groundation - Keep It Up (4:47)
9. Groundation - Daniel (6:47)
10. Groundation - Sunlight Reflections (0:57)

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Em 2011, surgiu a ideia de apresentar uma coletânea resgatando as melhores parcerias dentre os discos anteriores. "The Gathering Of The Elders" traz, principalmente, os anciãos da velha escola jamaicana que foram lembrados e convidados para somar forças e timbres. O resultado é esplendido! Tracks repetas de feeling rasta, mensagens arrebatadoras e grooves irretocáveis. Pablo Moses, Don Carlos (ex Black Uhuru), Apple Gabriel (ex Israel Vibration) e Cedric Mytton (ainda com The Congos) brilham intensamente nesta selecta maioral. Grandes momentos de uma grande história. Destaque "apenas" para as faixas entre a primeira e a última do disco. Ouça agora, sem pensar!


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"[2011] The Gathering Of The Elders"

1. Groundation - Mighty Souls (feat. Pablo Moses) (5:24)
2. Groundation - We Free Again (feat. Don Carlos and Apple Gabriel) (6:41)
3. Groundation - Blues Away (feat. Pablo Moses) (5:10)
4. Groundation - Freedom Taking Over (feat. Cedric Mytton & Don Carlos) (6:17)
5. Groundation - Wish Them Well (feat. Don Carlos) (6:08)
6. Groundation - Time Come (feat. Watty Burnett and Ashanti-Roy Johnson) (7:44)
7. Groundation - Use To Laugh (feat. IJahman Levi) (5:21)
8. Groundation - Suffer The Right (feat. Apple Gabriel ) (6:15)
9. Groundation - Sleeping Bag-O-Wire (feat. IJahman Levi) (6:31)
10. Groundation - Undivided (feat. Cedric Mytton & Don Carlos) (6:29)
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ÁFRICA LÁ EM CASA: DISCOGRAFIA

Salve! Esta é a minha primeira colaboração aqui para Oficina de Macacos e, pra dar o ponta pé inicial, nada como um projeto super bacana, incentivado financeiramente pelo governo nacional. O África Lá Em Casa surgiu em 2006, idealizado pelo produtor musical Guilherme Chiappetta. Hoje o projeto já conta com 3 CDs que transitam pelo jazz, blues, música erudita, um rock leve e pelo samba. Soa como um samba do crioulo doido? Pois é essa a intenção.

O África lá em Casa leva o ouvinte a mexer o corpo descontraidamente enquanto observa, em uma viagem quase onírica, as histórias contadas em cada música. Embora resgate a diversidade de ritmos africanos e histórias surgidos lá na terra primeira, eu definiria o projeto como “constatação da brasilidade”. Nós, consumidores da boa música, desprovidos de verba para pagar o alto custo de um disco, podemos baixar despreocupados. Afinal, meu chapa, os downloads deste projeto estão dentro da legalidade, todos discos estão disponíveis gratuitamente, orgulhosamente, no próprio site do projeto. Mas, vamos facilitar, você pode baixar daqui mesmo.


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"[2006] África Lá Em Casa"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Blues Na Rave (3:21)
2. África Lá Em Casa - Verão (3:30)
3. África Lá Em Casa - Muleque Bom (1:04)
4. África Lá Em Casa - Rosa (4:13)
5. África Lá Em Casa - Casa (3:42)
6. África Lá Em Casa - Pega Pra Capá (3:09)
7. África Lá Em Casa - Fora Do Meu Quintal (1:03)
8. África Lá Em Casa - Habat (2:17)
9. África Lá Em Casa - Sueño (Homenagem A Arsenio Rodrigues) (3:56)
10. África Lá Em Casa - Arnaldo (1:30)
11. África Lá Em Casa - Contradição (5:13)
12. África Lá Em Casa - Marcha Triangular (3:19)
13. África Lá Em Casa - Caravana (Homenagem A Juan Tizol) (2:58)
14. África Lá Em Casa - Paranóia Na Chave (5:30)
15. África Lá Em Casa - História De Wilson (4:22)

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"[2008] Enquanto Isso No Lugar Onde Um Dia Já Foi Uma Tribo"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Faça Sua Rima (2:37)
2. África Lá Em Casa - Sorrir (2:40)
3. África Lá Em Casa - Tribo Digital (2:52)
4. África Lá Em Casa - Café Da Manhã (3:48)
5. África Lá Em Casa - Som De Cynthia (2:27)
6. África Lá Em Casa - Ele Diz Que Às Vezes Eu Sou Bizarra (5:04)
7. África Lá Em Casa - Hipoteca (2:22)
8. África Lá Em Casa - Samba Para Martinez (8:54)
9. África Lá Em Casa - Olho (0:05)
10. África Lá Em Casa - Mundo Injusto (4:24)

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"[2008] Fetiche e Tensão"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Caravana (13:24)
2. África Lá Em Casa - Conseguir (20:56)
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OCOTE SOUL SOUNDS: DISCOGRAFIA


Finalmente mais uma discografia adicionada ao acervo da casa, ou melhor da Oficina. Há tempos nenhuma banda, nem artista, conseguiu convencer o paladar de nosso Engenheiro Primata, que por aqui governa. Nesta quitanda sonora oferecemos apenas aqueles cachos em que todas as frutas estejam deliciosamente boas, e o filtro é seletivo. Ocote Soul Sounds, mata essa ânsia por novas discografias integralmente suculentas. Do primeiro ao último disco a batuta assumida basicamente por Adrian Quesada e Martin Perna é convincente, bem elaborada e excêntrica.

O Afro-beat parece estar imbuído quase de forma inerente à obra da Ocote Soul Sounds. Então, a partir desta tese, a sonoridade da banda pode ser proclamada sempre com o prefixo "afro". Seria algo entre o Afro-rap, Afro-funk, Afro-jazz e além de qualquer terminologia. E representa tais vertentes sem ficar apenas na tangente do tradicional, do óbvio. Enfim, a banda sobe ao pódio da originalidade e imprevisibilidade dentro do cenário que mescla tendências africanas a música do "resto do mundo". Pitadas graúdas de modernismo são miscigenadas à velhas teorias. Piques eletrônicos sobrepostos por repiques orgânicos; sonoridade preenchida por efeitos vanguardistas e preceitos reacionários.

Responsáveis por tal sucesso, a união de Adrian Quesada e Martin Perna, se consagra pela densa experiência adquirida em simbiose direta de outros projetos - trabalharam com gente como Sharon Jones, Daktaris, TV On The Radio, Prince, Larry Harlow e Thievery Corporation. Adrian faz parte também do Brownout e do Grupo Fantasma - projetos que enfeitam acidamente a face da "música latina", por assim dizer. Martin construiu sua bagagem com o aclamado coletivo chamado Antibalas Afrobeat Orchestra, que faz do Afro-beat seu playground surrealista. Ambos fazem parte do time irretocável da ESL Music, selo que vem tomando a frente em produções audaciosas e inicialmente de caráter duvidoso. Sem dúvida uma obra altamente indispensável para os apreciadores otimistas com a música moderna e suas nano-ramificações.


"EL NIÑO Y EL SOL"


"El Niño Y El Sol" é o disco de estréia da parceria entre Adrian e Martin, e já chega tumultuando. É a trilha sonora oficial de um filme que simplesmente não existe. O resultado são belas faixas instrumentais, onde flautas, efeitos espaciais e referências globais dão créditos a recem-nascida banda. É ao mesmo tempo uma viajem musical misteriosa, assombrosa e inesquecível!

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"[2006] El Niño Y El Sol"

1. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Tamarindio (3:05)
2. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Dedication T.V. (1:28)
3. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Esto No Se Acaba Aqui (0:57)
4. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Divinorum (4:33)
5. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Ora Como Rey, Manana Como Quey (2:00)
6. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Justicia (4:48)
7. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Vals De La Despedida (0:45)
8. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - La Lucha Sigue (3:05)
9. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Where is the Love (0:34)
10. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Learn To Let Go (5:28)
11. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Greniudos (2:07)
12. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Look Sharp (3:43)
13. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Paz Y Alegria (4:20)

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"THE ALCHIMIST MANIFESTO"


Desta vez, com "The Alchimist Manifesto", o duo tem sua marca registrada na psicodélica do afro-beat, hip-hop, trilha sonora latina e funk, passando por território abstratos e inebriantemente novos. Flutuando através do vórtice produzem novos elementos sonoros: harmonias misteriosas, cordas, flautas e até mesmo vocais espanhóis por cima de um sulco solene. Uma experiência sonora cinematográfica resolutamente imperdível!

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"[2008] The Alchimist Manifesto"

1. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - The Grand Elixir (3:32)
2. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - La Reja (5:04)
3. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - El Pascador (4:22)
4. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Les Dunes D'ostende (1:36)
5. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - The Alchemist Manifesto (4:08)
6. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Gunpowder (4:40)
7. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Hacia Un Mañana Mejor (2:57)
8. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Contra El Sol (1:36)
9. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Pelican (2:28)
10. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - One Hundred Years (2:27)
11. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Cariño (4:57)

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"COCONUT ROCK"


Depois de dois álbuns estelares, em "Coconut Rock" o duo encontra seu prazer. Um disco totalmente solto, caindo facilmente em sua psicodélica banheira do funk afro-latino. Do breakbeat feroz "The Revolt Of The Cockroach People" ao saltitante ritmo da cumbia em "Tu Fin, Mi Comienzo" e, logo, para as paisagens sonoras de "Vendendo Saúde e Fé", com a cantora brasileira Tita Lima. É o terceiro capítulo na jornada incomparável da Ocote Soul Sounds através de reinos harmônicos, ritmicos e além!

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"[2009] Coconut Rock"

1. Ocote Soul Sounds - The Revolt Of The Cockroach People (2:54)
2. Ocote Soul Sounds - Coconut Rock (3:02)
3. Ocote Soul Sounds - El Diablo Y El Nau Nau (3:52)
4. Ocote Soul Sounds - Tu Fin, Mi Comienzo (3:06)
5. Ocote Soul Sounds - Vendendo Saude & Fe (4:26)
6. Ocote Soul Sounds - Tres Ratas (3:42)
7. Ocote Soul Sounds - Pan, Chamba Y Techo (5:10)
8. Ocote Soul Sounds - Vampires (4:01)
9. Ocote Soul Sounds - Return Of The Freak (5:00)
10. Ocote Soul Sounds - Cara De Yo No Fui (4:59)
11. Ocote Soul Sounds - Prince Of Peace (3:29)

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"TAURUS"


Adrian Quesada e Martin Perna retornam ao experimetalismo ensolarado com seu quarto álbum de estúdio, "Taurus". Produzido por Eric Hilton, do Tievery Corporation, reflete sua evolução com uma mistura saborosa e dinâmica entre texturas da música latina, mensagens políticas conscientes, pegadas frenéticas do Afrobeat e o peso do Hip-hop. Este álbum chega como o mais expansivo e completo dentre todos os demais discos. Até um próximo álbum, este pode sim ser rotulado como a "chave de ouro" da Ocote Soul Sounds!

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"[2011] Taurus"

1. Ocote Soul Sounds - Primavera (3:31)
2. Ocote Soul Sounds - Pirata (2:23)
3. Ocote Soul Sounds - En El Temblor (3:35)
4. Ocote Soul Sounds - Pathways (2:37)
5. Ocote Soul Sounds - Sttp (Speak Truth To Power) (4:57)
6. Ocote Soul Sounds - Cumbia La Magdalena (3:32)
7. Ocote Soul Sounds - Pan Y Circo (5:54)
8. Ocote Soul Sounds - Agua Santa (4:07)
9. Ocote Soul Sounds - Tumba Del Payaso (2:32)
10. Ocote Soul Sounds - Contigo Jamas (4:32)
11. Ocote Soul Sounds - Nessuno (4:12)
12. Ocote Soul Sounds - Guantanamo (5:46)
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THE BEGINNING OF THE END

Bahamas. Calorosos 1976. Muito sol e muito mais suor. Para viver de música ali, não era só musicalidade que teria que exalar da pele. Praias lindas, turistas ricos. Realidade crua, oportunidade casta. Ideia boa, vibração forte, fé e música! The Beginning Of The End é o nome calamitoso da mais espetacular banda de funk caribenho de todos os tempos. Formada em Nassau, pelos irmãos Munnings, no final da década de 60. Resistentes bem sucedidos e pouco aclamados do quase devastado cenário, hoje chamado, afro-cuban-jazz das ilhas. É sabido que rótulos apenas guiam, não demarcam de fato e nada garantem! Mas, que assim seja. Afinal, esta banda poderia apresentar-se com qualquer novo adjetivo, gênero, classe, ou tag. Canções magníficas rodeadas por estupefatos vocals e backing-vocals. Metaleira de tirar o fôlego de forma peculiar a cada descarrego. Guitarra e baixo, ora duetando, ora guerreando intimamente. Teclas fazendo a cama mais macia e promíscua possível.

Ataques virtuosos do funk, chavões emocionantes do soul, groove do mais psicodélico rock'n'roll e naturalidade na pressão do jazz! Tudo isso essencialmente suingado pelas raízes dançantes das música popular caribenha. Raphael 'Ray' Munnings (organ e vocals), Liroy 'Roy' Munnings (guita e vocals), Frank 'Bud' Munnings (batéra, conga e vocals) e Fred Henfield (baixo) são os nomes dos bois. A requintadíssima sonoridade da banda, alimentada sempre pela insaciável e inveterada sessão rítmica, se faz muito moderna e piamente valorizada hoje (assim como muita coisa de '76). Antes da banda sentir na pele o peso do próprio nome, foi tida como "a grande exterminadora de bandas locais". Não por menos! Mas, para o desprazer geral, poucos frutos foram colhidos. The Beginning Of The End, durou apenas o suficiente para duas sessões oficiais em estúdio. Tais delícias rupestres especialíssimas são altamente recomendadas e consumidas pelos mais saudosistas amantes da boa música!

O primeiro disco, de 1971, "Funky Nassau" tomou a cena de assalto. Produzido pela incógnito Steve Alaimo, atingiu a marca de um milhão de cópias vendidas. Seu hit multi-étnico, "Funky Nassau Part.1", ganhou o mundo e tornou-se uma fotografia ilustre da cena funk de Bahamas. Todo arranjado pelos irmãos Munnings este disco é de uma virtuose absurda. Quebradeira de cabo à rabo! Vertentes xarás do fervor da música-negra brasileira também podem ser, de longe, observadas. Ladeiras sonoras têm na mão a faca, na contramão o queijo. "Surrey Ride" tem a contra-passo acelerado de herança caribenha. "Pretty Girl" se disfarça de blues e passa como a mais tranquila (e alienada ao mesmo tempo) do disco. "Sleep On Dream On" é a sobressalente: intro promitente e malemolência latino-americana. Enfim, totalmente excelente, my brother!


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"[1971] Funky Nassau"

1. Funky Nassau - Funky Nassau Part 1 (3:11)
2. Funky Nassau - Funky Nassau Part 2 (2:34)
3. Funky Nassau - Come Down (3:15)
4. Funky Nassau - Sleep On Dream On (4:04)
5. Funky Nassau - Surrey Ride (4:38)
6. Funky Nassau - Monkey Tamarind (3:40)
7. Funky Nassau - In The Deep (4:53)
8. Funky Nassau - Pretty Girl (5:04)
9. Funky Nassau - When She Made Me Promise (4:24)

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Carregando o mesmo nome da banda, "The Beginning of the End", de 1976, já apresenta o amadurecimento precoce da banda. Peso administrado com agudeza, timbres mais fiéis ao ato e colaborações profundas entre os músicos. "Super Woman" abre alas para faixas tão grandes quanto.  Coeso, preciso, solto e ácido. Sem destaques claros, é um disco de quilate impagável. Ray Munnings canta de olhos fechados e coração aberto. Deixando-o de queixo caído e ânimo desperto. Solos de trompete, trombone, flauta e sax polipulmonares. Envolvimento explícito entre a banda e seu intento mais nobre de "fazer música". Recomendo pra agora escutar apenas da primeira à última faixa – indubitavelmente nessa ordem. Nossos parabéns e uma salva de palmas à The Beginning Of The End!


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"[1976] Beginning of the End"

1. Beginning Of The End - Super Woman (5:06)
2. Beginning Of The End - Trip To Nowhere (5:33)
3. Beginning Of The End - Jamaica (6:19)
4. Beginning Of The End - I've Got The News (5:10)
5. Beginning Of The End - Falling Apart At The Seams (4:02)
6. Beginning Of The End - That's What I Get (6:58)
7. Beginning Of The End - Bluestrain (3:56)
8. Beginning Of The End - Jump In The Water (4:23)
9. Beginning Of The End - Bahamian Boogie (3:22)
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FIREBUG: DISCOGRAFIA (PARTE 2)

"OUTRA COISA + I WANNA SHOYU (BÔNUS DISC)"

Foto do show no E.C. Serralheria do projeto Peixoto & Maxado, pelo blog Vamo Aí.

Uma requintada celebração brasileira para as belas formas da música jamaicana. É assim que abrevio a gama sonora empregada no mais novo trabalho do Firebug. O album intitulado “Outra Coisa”, foi lançado em 2010 e já retrata mudanças desde o nome. O termo “outra coisa” reflete a atual fase da banda, cheia de contrastes e remanejamentos sonoros ou pessoais. Seja pela nova formação, que passara por mudanças substanciais, ou mesmo pela repaginação da velha música jamaicana, que mostra-nos uma nova cara com autênticas expressões tupiniquins, comprova-se: Aqui mudança é o remetente e a festa, o destinatário. O fato é que neste momento a sonoridade do Firebug é outra coisa! São novos ângulos para a mesma paisagem, cada qual mirada sob a imparcial faceta dos novos integrantes. O mote não mudou, continuam agarrando firme nas raízes da música jamaicana. Mas, com eloqüência e originalidade, enfatizaram desta vez os maiores ritmos dos anos 60: Rocksteady, Ska, Early-reggae e Soul, criando neste terreno, sua principal identidade. Para fortificar a obra, sombrearam todas as faixas com poderosas cargas de Dub – ora resguardadas pro finalmente, ora escancaradas logo no refrão. Uma produção de primeira qualidade, vinda do melhor país do terceiro mundo!

Novas peças no mecanismo trouxeram suas particularidades sonoras e provocaram uma evolução coletiva. À frente da trupe permanece a base: Rodrigo Cerqueira, com delicadeza viking na bateria, e Felipe Machado, investindo alto nos vocais e guitarra; Lipe Torre, que neste álbum deixa de canto a escaleta e abisma os mais céticos com sua faminta guitarra. E, entrando pra laia agora, temos: Edu Sattajah (dos Leões de Israel), que abraça o seu baixão de alcance sísmico; e Lucas Frugoli, comandando seu vantajoso teclado. Com produção impecável de Victor Rice, o resultado é uma síntese entre estas nuances da jovem formação e uma possível nova rota para o mesmo destino. Tal mescla acarretou numa sonoridade encantadora, dançante e altamente vibrante.

Neste que é o terceiro álbum, o Firebug pôde contar com participações valorosas: nas faixas “Afeganistão” e “Many Ships”, Cedric Brooks e Kevin Batchelor (ambos que já passaram pelo time do Skatalites); em “Wasting Time”, temos Chris Murray na retaguarda; em “Many Ships”, também participa Glen Pine (da aclamada banda californiana The Slackers); e segurando o refrão com estilo primo em “Sister (Don’t You Go)”, a porto-riquenha Mimi Maura (dona da famosa voz de ‘Monkey Man’, clássico regravado por diversos artistas). Um disco pra encher de orgulho os cidadãos exaustos da mesmice propagada pela mídia desprovida de conteúdo. Para comprar o disco, acesse: Radiola Records. Cante, dance e exalte a beleza da música brasileira acudida por braços da música jamaicana!


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"[2010] Outra Coisa"

1. Firebug - Influenza Tropical (3:21)
2. Firebug - Não Vou (4:01)
3. Firebug - Many Ships (3:20)
4. Firebug - A Hora (3:52)
5. Firebug - Sister (Don't You Go) (3:09)
6. Firebug - Pros Amigos (3:31)
7. Firebug - Afeganistão (3:00)
8. Firebug - Meu Lugar (3:28)
9. Firebug - O Preço (3:32)
10. Firebug - Wasting Time (3:59)
11. Firebug - O Preço (Dub) (3:23)

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Este é o fruto do projeto paralelo do vocalista do Firebug, Felipe Machado (o Maxado), junto com o fundador da Sensacional Orquestra Sonora, Eduardo Faiguenboim (o Peixoto). O disco “I Wanna Shoyu” (2009) veio pra simular o tal "substituto do Firebug" (dizem que a banda foi diluída a pouco), apesar de ninguém confirmar tal título. Assim sendo não poderia ficar de fora desta matéria! Uma obra-prima de autoridade sem igual, capaz de menear quaisquer estandartes cerimoniais. A dupla, Peixoto & Maxado, somam esforços com a banda que parece mais uma trupe formada para emancipar o ingresso da música jamaicana em terras brasileiras. Afinal, todos os integrantes são militantes de outras bandas de certo renome. São eles: o guitarrista Fabio Pinc, o percussionista Mauro Motoki (ambos do Ludov), o multiinstrumentista Meno Del Picchia no baixo, Agenor de Lorenzi nos teclados, Marcelo Freitas no saxofone, Paulinho Viveiro no trompete, Jaaziel Gomes no trombone, Samuel Fraga e/ou Ângelo Kanaan na bateria. Quando mencionei que P&M são os mensageiros com a carta de alforria da musica jamaicana, digo os ritmos pouco disseminados por aqui - o Rocksteady predomina cercado por coisas como: Soul, Dub, Balada, Folk e Indie. A missão foi cumprida!

A concepção, seleção e produção mostram como se deve fazer. Mesmo saindo do forno do aconchegante estúdio caseiro, o trabalho carrega qualidades majoritárias. Músicas autorais, na maioria, quando não amaciam nossos tímpanos com fan-versions de grandes artistas, demarcando de uma forma totalmente original. Eu, amante nato de covers e remakes, destaco logo de cara a faixa “Maria Bethânia” - clássico b-side de Caetano Veloso numa versão de tirar o fôlego. Também novas roupagens podem ser vistas em “Pomps And Pride”, de Toots & Maytals; e “Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel. Das faixas de autoria própria enfatizo a atenção principalmente para “Rock the World”, “The Bus” e “Pick Up The Pieces” (esta última em referência a um álbum da banda The Royals). O fato é que em todas as faixas, Peixoto & Maxado, cantam em total harmonia e entrosamento. Não há como dizer qual canta mais que o outro, mas garanto que com apenas um deles o disco se transformaria em algo bem mais pobre, raso e banal. Hora de apreciar mais uma das coisas boas que vem surgindo em nosso Brasil brasileiro pós-2000. Por sinal, uma terra muito fértil onde facilmente se diz que não há nada de valor brotando. Balela! Afinal, o cenário independente sempre foi assim: a locomotiva atravessa a urbe sem lançar se quer fumaça! E assim será, que lucrem os interessados. Força ao reduto de boas novas da música popular brasileira!


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"[2009] I Wanna Shoyu"

1. Peixoto & Maxado - Die In Vain (3:52)
2. Peixoto & Maxado - Mojo (4:28)
3. Peixoto & Maxado - I Wanna Shoyu (3:13)
4. Peixoto & Maxado - I'll Do You (2:08)
5. Peixoto & Maxado - Milf (3:00)
6. Peixoto & Maxado - Pick Up The Pieces (3:01)
7. Peixoto & Maxado - Sound Of Silence (4:25)
8. Peixoto & Maxado - Little Jarinu (3:17)
9. Peixoto & Maxado - Bros Before Hoes (3:46)
10. Peixoto & Maxado - Maria Bethania (6:03)
11. Peixoto & Maxado - The Bus (4:21)
12. Peixoto & Maxado - Play The Game (3:57)
13. Peixoto & Maxado - Boi Be Shalom (2:55)
14. Peixoto & Maxado - Three Chord Song (3:20)
15. Peixoto & Maxado - Rock Your World (3:53)

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BINA & EHUD: DISCOGRAFIA


O samba chega no sapatinho mais uma vez. Desta vez, chega um pouco diferente, acompanhado e fora de sua forma plena. O resultado é a ardente fusão do Jazz com o Samba. Explorados pela guitarra do paulistano Bina Coquet e pelo Hammond B3 do nova-iorquino Ehud Asherie. Uma síntese sensacional que ilustra bem a riqueza cultural e musical permutada pela ponte São Paulo-New York. Desde a primeira audição, o projeto "Samba de Gringo" apresenta todas as características de um som único, que remete à elétrica insanidade de Jimmy Smith, Wes Montgomery e Walter Wanderley - em nossa terra, parece com a funkeada Ari Borger Quartet (outros que merecem toda atenção). A dupla faz parte do time selecto da gravadora Urban Jungle - mesma da Céu, Curumin, Sonantes e Buguinha Dub. São os coringas do baralho: valiosos e extraordinários. Seduzem desde os mais desprevenidos ouvintes do samba, aos mais misteriosos críticos da musica erudita.

O gringo Ehud carrega a responsa do jazz, improvisando e extrapolando como pede o figurino. Já o brazuca Bina, agrega valores fiéis ao samba, cheio de repiques e sacolejos. Esta seria uma poção, ao menos, arriscada, afinal, são dois gêneros bastante distintos. Porém, tudo depende dos segredos no preparo, não só do frescor do ingredientes. Com dois discos, "Samba de Gringo - Vol.1" e "Vol.2", alcançaram uma arriscada mas bem-sucedida fórmula de manipulação da música. O frenesi do Jazz aterriza confortável sob a malemolente marcação do Samba. Dialogam e se entendem como velhos amigos. Adaptações e experimentações ditam o teor da longa prosa. Músicas de grandes compositores em versões instrumentais de rara qualidade, gravadas ao vivo, ao estilo old-school. Um prato cheio aos apreciadores da fértil improvisação, do feeling apurado, de excêntricas harmonias. Coisa fina, do início ao fim! Ouçam até cansar, descansem ouvindo e depois comprem o CD. Vale a pena e o resto do frango!

"A primeira parte deste programa duplo do Festival d'été de Quebec foi assegurada pelo trio de Bina & Ehud, que nos apresentou uma Speed Bossa, completamente psicotrônica, dançante e dentro da qual o mítico Orgão Hammond B3 foi usado em profusão. Sem inovar demais, os membros desta formação conseguiram comunicar a sua paixão pela música pop retrô para um público que não parava de pedir mais. Sucessos atemporais como 'Batucada Surgiu' de Marcos Valle se misturavam com composições originais. O album Samba de Gringo é um disco que deve ser adquirido, especialmente se vc viaja com as compilações Samba Soul 70 e também com clássicos de Marcos Valle, Walter Wanderley e Airto Moreira." ~Patrick White, Patwhite.com


O primeiro disco reluz o clássico formato "Organ Jazz Trio", comum na década de 60. Phil Stewart comanda a sessão rítmica. Apresentam traços de música cubana, frevo, mas o samba é quem tem o poltrona central reservada. Ehud explana com os dedos no seu venenosa orgão hammond. Bina e sua guitarra com timbres aloprados, marcam seu território e preenche todos os vãos. Um disco sem igual, tão ilustre que levaria fama de um presente recém-chegado da gringa. Composições de João Gilberto, Orlandivo, Luiz Gonzaga e Marcos Valle.

Dê o play, macaco!
"[2004] Samba de Gringo - Vol.1"

1. Bina & Ehud - Alligator Bossa Nova (4:19)
2. Bina & Ehud - Batucada Surgiu (3:59)
3. Bina & Ehud - Blues Pro Wes (5:50)
4. Bina & Ehud - Hudi´s Blue (3:17)
5. Bina & Ehud - Inútil Paisagem (5:33)
6. Bina & Ehud - Juazeiro (8:50)
7. Bina & Ehud - Palladiun (3:17)
8. Bina & Ehud - Sambanoise (6:38)
9. Bina & Ehud - Sambou Sambou (5:27)
10. Bina & Ehud - Tim Dom Dom (3:14)

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Neste segundo disco contam com participação da maravilhosa Céu e de Dona Inah, na faixa "A Flor e o Espinho". Conta também com o luxuoso amparo de Wilson Das Neves na bateria em outras quatro faixas. Depois quem assume as baquetas é Celso de Almeida. Também participam os percussionistas Memeu Cabral, Carneiro Sândalo e Rubinho Lima. Time de peso, assim como o disco. Este não se limita apenas ao samba, passa pelo chorinho, bossa-nova e baião, por aí afora. Sempre equiparados flutuantes pela atmosfera do jazz. Trazem repaginadas músicas de Jacob do Bandolim, Gilberto Gil, Tom Jobim e Roberto Menescal.

Dê o play, macaco!
"[2007] Samba de Gringo - Vol.2"

1. Bina & Ehud - Captain Bacardi (6:55)
2. Bina & Ehud - Telefone (4:14)
3. Bina & Ehud - Lamento Sertanejo (3:47)
4. Bina & Ehud - Assanhado (7:02)
5. Bina & Ehud - A Flor E O Espinho (4:18)
6. Bina & Ehud - Forró Do Harlem (6:59)
7. Bina & Ehud - Boteco Furacão (3:07)
8. Bina & Ehud - Hudi's Samba (3:44)
9. Bina & Ehud - Samba De Gringo (4:28)
10. Bina & Ehud - Telefone (Take 2) (3:13)
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CHALAWA: DISCOGRAFIA

*NOTA: Recentemente, após certo empenho investigativo, encontrei dois discos que faltavam para completar a discografia: "Deepest & Darkest" (1976) e "Fire Dub" (2007). Descobri também que ainda falta outro disco no qual o Chalawa ataca de backing band para Strange Cole, Callendar Sisters e Johnny Osbourne. Mas isso é um outra história... Segue o Reggae, irmão! ~repostado por @zinhotrinta


Andei pesquisando e li vários autores descrevendo o Chalawa como uma "banda de dub", talvez. Pra mim, uma banda formada por amantes-sonhadores do dub (entenda-se também entusiastas dos aparatos e técnicas modernas para tratamento da música). Uma banda que se divertia com sessões instrumentais, usando timbres e efeitos corriqueiros do gênero "dub", adicionando suas particularidades. As melodias são não-tão-modestas, como sugere a maioria das dub bands.

Formada pelos canadenses Alex King e John Forbes, "Chalawa" (ou "Chalewa") significa um tipo de cachimbo artesanal especial pra fumar ganja... sugestivo não?  Coincidência a parte, pode-se dizer que é uma dose psicotrópica do antídoto minimalista chamado Dub! A profundidade, constante nos dubs jamaicanos, está presente mas a intenção se revela enérgica e - porque não - lisérgica. Fogem do convencional. Alex King brilha com riffs dedicados de guitarra, em meio as bases marcada (e marcantes) pelo baixo de Leroy Sibbles. John Forbes comanda as teclas com sensacional destreza. E quem cria este ambiente profundo do verdadeiro dub é o engenheiro rato-de-estúdio Fred Petersen. O fato é que mostram intimidade com a música jamaicana, vislumbrada com um "olhar de fora" sobre todo esse meio. São provavelmente apaixonados pelo dub na mesma proporção que são pelo rock e afins. Fica evidente em solos e inspiradíssimos improvisos. Completam a banda algumas figuras pouco citadas, como: Dopie Smith, na bateria; Peter Weston e Les Levi, nas congas e bongô; Dick Smith e Mike Balm segurando a metaleira.

O primeiro disco, chamado "Deepest and Darkest", não consegui encontrar, salvo a rareza! Chalawa é uma incógnita praticamente, poucas informações disponíveis, com inexplorados discos. O que sei é que estes canadenses eram fãs inegáveis do mestre Bob. Não atoa, tramaram uma releitura completa do clássico "Exodus" de Bob Marley, em 78. Quando não, configuravam versões para músicas do Bob, inseridas em seus discos. Considero uma peça indispensável para exaltadores do reggae e, principalmente, do dub. Raríssimo manjar jamaicano com tempero canadense!


Dê o play, macaco!
"[1976] Deepest And Darkest"

1. Chalawa - Deepest & Darkest (4:44)
2. Chalawa - Meatanya (7:16)
3. Chalawa - Blessed Is The Man (5:29)
4. Chalawa - Who The Cap Fit (4:45)
5. Chalawa - The Dread Approacheth (2:57)
6. Chalawa - Trusting Soul (3:51)
7. Chalawa - Blowing Him Out the Funnel (5:04)

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"Começando a manhã em câmera lenta, num ritual que envolve espantar o frio e trazer o sol, pelo menos pra dentro da cabeça. Pra isso, conjurei ninguém menos que Bob Marley, que vem instrumental e espacial numa versão dub de seu maior disco, Exodus. Nas mãos do Chalawa, 'Exodus Dub' faz com que o 'movement of Jah people' caminhe anos-luzes sem necessariamente ter que mover um dedo. Cascudo." ~Alexandre Matias no O Esquema

Dê o play, macaco!
"[1978] Exodus Dub"

1. Chalawa - Natural Mystic (3:18)
2. Chalawa - So Much Things To Say (3:02)
3. Chalawa - Guiltiness (3:21)
4. Chalawa - The Heathen (3:09)
5. Chalawa - Exodus (6:38)
6. Chalawa - Jamming (3:24)
7. Chalawa - Waiting In Vain (2:38)
8. Chalawa - Three Little Birds (2:51)
9. Chalawa - Our Love - People Get Ready (3:57)

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Dê o play, macaco!
"[1979] Meets Chapter XII"

1. Chapter XII - Buffalo Step (5:34)
2. Chalawa - Hop Skip And Jump (5:54)
3. Chapter XII - Topless Reggae (5:03)
4. Chapter XII - Topless Reggae Dub (5:07)
5. Chalawa - Picadilly Hop (7:35)
6. Chapter XII - Buffalo Step Dub (5:44)

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"Banda canadense de roots-rock-reggae é claramente uma força musical e acenou como. Enquanto aproveitam o sucesso de seu single 'Hop Skip and Jump' (top 20 na Holanda e na Bélgica), estão prontos para comandar o reconhecimento internacional com um álbum dinâmico. Os pilares musicais da banda, Alex King e John Forbes fornecem uma base firme sobre a qual todos os outros membros contribuem com seus próprios conhecimentos, nomeadamente. Resultado é um produto que engloba uma variedade de estilos musicais. Neste álbum eles desenvolvem uma interpretação única do reggae. Misturando o ritmo de condução do reggae-roots com uma combinação de outras linguagens musicais para chegar universalmente a todos tipo de ouvintes. Seu som reflete sua formação variada de músicos... A fusão de diversos estilos em um que se comunica com o eu e eu." ~texto traduzido do verso do lp

Dê o play, macaco!
"[1979] Hop, Skip and Jump"

1. Chalawa - Hop, Skip & Jump (2:57)
2. Chalawa - Jammin' (3:42)
3. Chalawa - Waiting in Vain (3:18)
4. Chalawa - Three Little Birds (3:19)
5. Chalawa - Picadilly Hop (3:04)
6. Chalawa - Tropical Borscht (3:53)
7. Chalawa - Meltdown (4:12)
8. Chalawa - Mercenary Hymn (3:49)
9. Chalawa - Blessed is the Man (3:30)
10. Chalawa - Taxi De Paris (2:45)

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Dê o play, macaco!
"[2007] Fire Dub (with Sly & Robbie)"

1. Chalawa - Warrior (3:35)
2. Chalawa - Why Lie (3:10)
3. Chalawa - You Are My Compass (3:54)
4. Chalawa - Mindfull Dub (3:02)
5. Chalawa - Fire Dub (3:25)
6. Chalawa - No Man's Dub (3:11)
7. Chalawa - Carry Me (3:19)
8. Chalawa - Happiness (3:18)
9. Chalawa - Round The Clock (3:17)
10. Chalawa - Give Me Dub (3:18)
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JAZZ JAMAICA ALL-STARS DISCOGRAFIA

Como pode ser tampouco conhecida uma banda como esta, desta dimensão? Pra ser sincero, vejo em muitos blogs, revistas e mídias em geral a explosão do desmerecido. Vejo projetos chulos de Ragga, Dancehall ou Roots Reggae (pra não citar outros gêneros) que não se dão o respeito, muito menos visam a sugestão de um rumo melhor ou expansão consciente do universo musical. Ganham espaço no mais diversos lugares os que querem viver da música transformando-se em prostitutos sem causa. Apenas abusam da música sem pensar duas vezes: "Se for vender, eu aceito, eu faço!". Ainda bem que temos que nos basear pelo o que há de bom surgindo. Felizmente sinto a preocupação com os verdadeiros amantes da boa música. Estão sempre se mexendo, se esforçando, se organizando, propondo e não deixando a peteca cair. Só assim pra almejarmos uma mudança de foco nas discussões sobre tudo que envolve a música. Nós estamos numa fase de transição da indústria fonográfica, distribuidoras, por exemplo, crescem mais que gravadoras. Que assim seja. Hoje a internet está obrigando uma liberdade de conteúdo, tentando finalmente conquistar novos horizontes através da distribuição gratuita, inteligente, direcionada. Não precisamos mais tirar R$25 (5% do salário mínimo) do bolso para ouvirmos "legalmente" um bom disco. Não devemos esquecer que qualquer incentivo financeiro é bem-vindo e fundamental para as bandas. Mas o fato é que estas bandas ganham mesmo são com seus shows, não pense que ao baixar um álbum na rede você estará prejudicando a banda. As músicas estão sendo divulgadas, a mensagem está sendo semeada. A ideia é essa. E como acontece quase sempre, quem gosta do som vai atrás, busca mais, vai aos shows, compra o CD e principalmente difunde o trabalho da banda para seu grupo, seu meio, que, na verdade, é o público alvo da banda (se não é, deveria ser). Que o santo de pau-oco da indústria popficada não faça mais milagres! Deixemos de lado este apelo.... Respiremos fundo e vamos ao que interessa: Música!


O nome já diz muito: Jazz Jamaica All-Stars! Se honrassem o nome já bastaria, mas posso dizer que sustentam com maliciosa robustez tal título. Foi fundada em 1991, em Londres. Gary Crosby, baixista e mentor da banda, selecionou a dedo as maiores estrelas do seu meio, são principalmente estes: Rico Rodriguez, Michael "Bami" Rose e Eddie Thornton formando o corpo de metais; Alan Weekes com as guitas; Clinfton Morrison nas teclas; Kenrick Rowe e Tony Uter comandando a seção rítmica. Mas, com o tempo, outras inúmeras estrelas foram entrando para o coletivo. Todos os álbuns contam com participações especiais. Assim como em um espetáculo, a supernova formada pela fusão destas estrelas é impressionante e grandiosa.


O jamaicano Gary Crosby é quem segura as rédeas, do estúdio aos palcos, ele dita o ritmo. Fazer uma releitura minuciosa de clássicos do jazz com roupagem jamaicana é o intento dessa constelação de músicos. Uma farta homenagem ao legado fértil deixado pelo movimento jazz como um todo. A ideia não é inédita, nem inesperada, mas a elegância delegada aqui é sobejamente inigualável. Com um feeling ácido, sobressaem sem esforços quando equiparados outros projetos deste quinhão: Reggae/Ska + Jazz. Respeitando as devidas proporções, estão um nível acima de boas bandas modernas como: Rotterdam Ska-Jazz Fundation, St. Petersburg Ska-Jazz Review, Yeska, dentre outras. Em 2002, foram os vencedores da Rádio BBC Jazz Award para a categoria de melhor banda. Em 2004, Hugh Masekela pôde contar com a luz desta constelação.

Os All-Stars é uma big-band sem precedentes, retratam como ninguém o universo criado pelos anciãos do jazz. São lembrados: Herbie Hancock, John Coltrane, Duke Pearson, Wayne Shorter, Duke Ellington, Charlie Parker, Miles Davis (...). Sempre com um olhar descontraído, mesclando ao jazz a musicalidade latina, caribenha. Trazem também "músicas folclóricas" da Jamaica dos anos 40 e 50. Enfim esta é a peça que faltava no quebra cabeça dos fanáticos do reggae, do jazz, ou da boa música, que seja! Enriqueça seus tímpanos com este artefato musical de valor sem igual!

"Então, o que esta geração de músicos quer? A primeira resposta é a identidade britânica com a cultura afro-caribenha. O segundo é um movimento. Eles se uniram em torno de várias idéias norteadoras: o gingado latino, o feeling do blues, a relação histórica entre o reggae e o jazz, e um compromisso de melhorar os estereótipos da cultura afro-caribenha e inglesa em geral. A terceira resposta é resumida em um termo que se tornou bastante difundida entre os músicos, bem como a imprensa inglesa: é o autêntico 'Black British Jazz'." ~Ben Ratliff pelo New York Times

Juliet Roberts, Gary Crosby, Denys Baptiste, Soweto Kinch e Abram Wilson, outros envolvidos com o coletivo


"Quase sempre passeiam pela música instrumental, no seu primeiro disco não é diferente. Passagens pelo mento, ska, nyahbinghi se fazem arrebatadoras. As melhores são 'Don Cosmic', 'Skaravan' que também saiu em diversas coletâneas e 'Africa'."

Dê o play, macaco!
"[1993] Skaravan"

1. Jazz Jamaica All-Stars - Barbados (3:59)
2. Jazz Jamaica All-Stars - Don Cosmic (3:51)
3. Jazz Jamaica All-Stars - Skaravan (4:29)
4. Jazz Jamaica All-Stars - Ramblin' (4:03)
5. Jazz Jamaica All-Stars - Nubia (4:23)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Bridge View (3:53)
7. Jazz Jamaica All-Stars - You're So Delightful (4:19)
8. Jazz Jamaica All-Stars - Peanut Vendor (4:25)
9. Jazz Jamaica All-Stars - Green Island (2:59)
10. Jazz Jamaica All-Stars - Africa (5:22)

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"Este, junto com o Volume 2, é pra mim o melhor disco dos All-Stars. Clássicos jazzy tornaram-se uma rajada de meteoritos: 'Cantaloop Island', 'Watermelon Man', 'Take Five' e 'Christo Redentor', são algumas. Viradas e timbres sensacionais vão te arrancar os mais largos sorrisos, ou o mais discreto bater dos pés. Sem palavras!"

Dê o play, macaco!
"[1994] Blue Note Blue Beat - Vol.1"

1. Jazz Jamaica All-Stars - Three Blind Mice (4:23)
2. Jazz Jamaica All-Stars - Cantaloope Island (4:28)
3. Jazz Jamaica All-Stars - You'd Be So Nice To Come Home To (3:26)
4. Jazz Jamaica All-Stars - Recado Bossa Nova (4:26)
5. Jazz Jamaica All-Stars - Witch Hunt (4:28)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Little Melonae (3:38)
7. Jazz Jamaica All-Stars - Watermelon Man (4:52)
8. Jazz Jamaica All-Stars - Moanin' (4:51)
9. Jazz Jamaica All-Stars - Take Five (5:12)
10. Jazz Jamaica All-Stars - A Night In Tunisia (4:59)
11. Jazz Jamaica All-Stars - The Sidewinder (4:44)
12. Jazz Jamaica All-Stars - Song For My Father (4:39)
13. Jazz Jamaica All-Stars - Christo Redentor (4:38)

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"Segunda etapa com temas que marcaram a Blue Note Records. Os destaques do álbum são: as reanimadas 'Mr. PC', de John Coltrane e 'It Don't Mean A Thing', de Duke Ellington. Marcada pelo triângulo, 'Birdland', de Joe Zawinul, é quase um 'baião jamaicano'. Outra que deve ser ouvida atentamente é '4 On 6', de Wes Montgomery."

Dê o play, macaco!
"[1995] Blue Note Blue Beat - Vol.2"

1. Jazz Jamaica All-Stars - Bemsha Swing (4:57)
2. Jazz Jamaica All-Stars - Mr Pc (5:29)
3. Jazz Jamaica All-Stars - Misty (3:54)
4. Jazz Jamaica All-Stars - So What (5:27)
5. Jazz Jamaica All-Stars - 4 On 6 (4:40)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Well You Needn't (5:04)
7. Jazz Jamaica All-Stars - Five Spot After Dark (4:40)
8. Jazz Jamaica All-Stars - It Don't Mean A Thing (5:01)
9. Jazz Jamaica All-Stars - Birdland (5:32)
10. Jazz Jamaica All-Stars - Take The 'a' Train (4:29)
11. Jazz Jamaica All-Stars - Moonlight In Vermont (4:51)
12. Jazz Jamaica All-Stars - Eastern Standard Time (6:03)

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"Como os demais discos, é cabuloso! As melhores são: 'Monkey Man', de Toots Hilbert And The Maytals e a fantástica 'Theme From Exodus', de Ernst Gold, que ganhou o mundo com os Skatalites. Outra que não podia ficar de fora dos destaques é 'I Heard It Through the Grapevine', escrita por Norman Whitfield, clássico da Motown reeditado incansáveis vezes - Smokey Robinson, Marvin Gaye, Creedance e até Marisa Monte regravaram a canção. Coisa fina!"

Dê o play, macaco!
"[1998] Double Barrel"

1. Jazz Jamaica All-Stars - Double Barrel (4:36)
2. Jazz Jamaica All-Stars - Confucious (4:58)
3. Jazz Jamaica All-Stars - Monkey Man (4:53)
4. Jazz Jamaica All-Stars - Theme From Exodus (4:09)
5. Jazz Jamaica All-Stars - Shank kai Chek (3:46)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Butterfly (4:27)
7. Jazz Jamaica All-Stars - Marcus Junior (4:24)
8. Jazz Jamaica All-Stars - Dewey Square (4:17)
9. Jazz Jamaica All-Stars - Walk On By (4:24)
10. Jazz Jamaica All-Stars - Night Dreamer (3:43)
11. Jazz Jamaica All-Stars - I Heard It Through The Grapevine (4:48)

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"Com faixas de gênios como Herbie Hancock, em 'Dolphin Dance' e Miles Davis, em 'Footsprints', além do medley 'Love Theme From The Godfather', mostram que a brincadeira aqui é de gente grande. 'Confucius' é outra que caiu no gosto geral sendo incluída em algumas coletâneas."

Dê o play, macaco!
"[2001] Massive"

1. Jazz Jamaica All-Stars - Ball Of Fire (7:51)
2. Jazz Jamaica All-Stars - My Boy Lollipop (5:04)
3. Jazz Jamaica All-Stars - Dolphin Dance (8:46)
4. Jazz Jamaica All-Stars - Again (4:41)
5. Jazz Jamaica All-Stars - Footprints (8:52)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Confucius (8:13)
7. Jazz Jamaica All-Stars - Vitamin A (5:19)
8. Jazz Jamaica All-Stars - Walk On By (5:25)
9. Jazz Jamaica All-Stars - Liquidator (8:31)
10. Jazz Jamaica All-Stars - Capullito Del Aleli (5:10)
11. Jazz Jamaica All-Stars - Love Theme From The Godfather (6:42)

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"Neste último disco trabalharam voltados basicamente ao soul, deixando o jazz em segundo plano. É também, o disco mais cantado dos All-Stars. Novas experimentações devem ser testadas. Músicas do catálogo da Motown ficaram em evidência. 'My Girl' dos Temptations, 'Easy' de Lionel Ritchie e 'War' de Edwin Starr foram reconstruídas e reapresentadas com fina maestria."

Dê o play, macaco!
"[2005] Motorcity Roots"

1. Jazz Jamaica All-Stars - I Want You Back (4:46)
2. Jazz Jamaica All-Stars - Dancing In The Street (5:15)
3. Jazz Jamaica All-Stars - Signed, Sealed Delivered (3:39)
4. Jazz Jamaica All-Stars - You Keep Me Hanging On (5:43)
5. Jazz Jamaica All-Stars - Easy (5:10)
6. Jazz Jamaica All-Stars - Just My Imagination (5:22)
7. Jazz Jamaica All-Stars - Tears Of A Clown (5:10)
8. Jazz Jamaica All-Stars - I Was Made To Love Her (4:45)
9. Jazz Jamaica All-Stars - What's Going On? (5:28)
10. Jazz Jamaica All-Stars - My Girl (3:31)
11. Jazz Jamaica All-Stars - My Guy (5:20)
12. Jazz Jamaica All-Stars - Ma Cherie Amour (5:14)
13. Jazz Jamaica All-Stars - I Heard It Through The Grapevine (5:30)
14. Jazz Jamaica All-Stars - This Old Heart Of Mine (3:50)
15. Jazz Jamaica All-Stars - War (5:27)

~integrantes:
Alan Weekes - guitarra
Clifton Morrison - teclado
Gary Crosby - baixo
Kenrick Rowe - bateria
Michael "Bami" Rose - sax
Rico Rodriguez - trombone
Eddie "Tan Tan" Thornton - trompete, flauta
Tony Uter - percussão
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SKANDALOUS ALL-STARS DISCOGRAFIA

(em destaque Vic Ruggiero, fundador do Slackers)

O Skandalous All-Stars nada mais é do que a reunião de alguns membros de diversas ska-bands de certo prestígio, como: The Slackers, Mephiskapheles, Stubborn All-Stars, Agent 99 e Klezmatics. Idealizado principalmente pelo produtor e multi-instrumentista Vic Ruggiero (fundador do Slackers), foi um grupo distinto da maioria por sua concepção descompromissada e irreverente. Talvez por isso a banda teve seus curtíssimos 3 anos de vida. Construíram sua precoce reputação baseada em versões, covers "skalizados", de clássicos do rock e melodias batizadas "pop" dos anos 90.

Seus dois primeiros álbuns - "Hit Me", lançado em 1997, e "Punk Steady", lançado no ano seguinte - são basicamente interpretações de músicas do Sex Pistols, The Clash, Bad Brains, Patti Smith, Ramones, Kiss, Nirvana, Radiohead, Stevie Wonder e Iggy Pop, e mais. Já no seu terceiro e último álbum, "The Age of Insects", de 1999, o S.A.S começou a se concentrar em músicas originais do maestro saxofonista Doug Dubrosky, do próprio Vic Ruggiero e de outro gabaritado produtor que também abraçou a causa, Victor Rice (figurinha carimbada aqui na Oficina De Macacos). Infelizmente pouco material pôde ser encontrado sobre a banda, mas a ideia é jamais deixar cair no esquecimento geral! Se liga no mistério, afinal a proposta é interessante e certamente excêntrica. Raridade para os amantes de reggae-ska versions e pseudo-covers. Divirtam-se!


Dê o play, macacos!
"[1997] Hit Me"

1. S.A.S - Rock And Roll All Night (Kiss) (4:30)
2. S.A.S - Higher Ground (Stevie Wonder) (5:42)
3. S.A.S - Cult Of Personality (Living Colour) (6:00)
4. S.A.S - Creep (Radiohead) (4:09)
5. S.A.S - Loser (Karl Stephenson) (5:59)
6. S.A.S - Lithium (Nirvana) (3:57)
7. S.A.S - More Human Than Human (White Zombie) (4:24)
8. S.A.S - Cannonball (The Breeders) (4:23)
9. S.A.S - Radio Free Europe (R.E.M.)(5:21)
10. S.A.S - Wish You Were A Beer (Cycle Sluts From Hell) (2:42)

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Dê o play, macacos!
"[1998] Punk Steady"

01. S.A.S - 1969 (Iggy Pop) (3:11)
02. S.A.S - Sailin’ On (Bad Brains) (5:36)
03. S.A.S - I Wanna Be Sedated (The Ramones) (3:25)
04. S.A.S - Anarchy in the U.K. (Sex Pistols) (3:17)
05. S.A.S - Because the Night (Bruce Springsteen, Patti Smith) (2:37)
06. S.A.S - Living Dead (Plasmatics) (2:13)
07. S.A.S - Orgasm Addict (Buzzcocks) (3:37)
08. S.A.S - Rock the Casbah (The Clash) (3:28)
09. S.A.S - Take the Skinheads Bowling (Camper Van Beethoven) (3:45)
10. S.A.S - One Way or Another (Blondie) (4:08)
11. S.A.S - Because the DUB (Bruce Springsteen, Patti Smith) (2:38)

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Dê o play, macacos!
"[1999] Age Of Insects"

1. S.A.S - American Psychopath (2:15)
2. S.A.S - Columbus, TX (3:29)
3. S.A.S - Age of Insects (3:41)
4. S.A.S - Love Ya Mama (3:33)
5. S.A.S - Brother (2:31)
6. S.A.S - The End (3:05)
7. S.A.S - Whiskey Still (3:24)
8. S.A.S - A Sunday Malady (3:26)
9. S.A.S - FCC (3:41)
10. S.A.S - Clip the Cuffs (3:36)
11. S.A.S - Parking Lot (3:22)
12. S.A.S - Saturday Night (3:47)
13. S.A.S - Waiting for the End (2:49)

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GROUNDATION DISCOGRAFIA - PARTE 2

"TRIBUTE A BOB MARLEY + HERE I AM"


Continuando a sagaz e insaciável busca por compartilhar o que de melhor podemos desfrutar, atualizando sempre que necessário, venho completar a discografia do Groundation. Que conta - além dos álbuns de estúdio disponíveis aqui na Oficina de Macacos - com mais um "disco duplo" tributo à um tal de Robert Nesta Marley e o último álbum, intitulado "Here I Am". E já está rolando uma conversar sobre o próximo álbum, uma releitura autoral com experimentações em Dub dos últimos trabalhos: "Upon The Bridge" e "Here I Am", respectivamente. Aguardemos esperançosos...

O primeiro trata-se de um registro, de 2004, da turnê anual em que o Groundation interpreta grandes clássicos do mestre Bob Marley. Para isso convocam todos os anos amigos-músicos de renome para acompanhá-los. Nesta compilação, participam nada mais nada menos que o baterista da velha-guarda jamaicana, Leroy Wallace, e o premiado guitarrista, forasteiro do jazz, Will Bernard. Mesmo time do projeto paralelo do vocalista Harrison Stafford, chamado Rockamovya. Nesta ocasião gravaram um show de quase 2 horas, no qual Harrison intercede e ultrapassa barreiras por várias vezes, improvisando e exaltando a Verdade exibe um novo semblante para as pedradas do pai do reggae. Além disso o conjunto de metais improvisando e elevando o nível do espetáculo.


Dê o play, macaco!
"[2004] Tribute to Bob Marley"

- CD1
1. Groundation - Intro (1:04)
2. Groundation - Natural Mystic (3:55)
3. Groundation - Lively Up Yourself (6:37)
4. Groundation - Revolution (5:20)
5. Groundation - Walk The Proud Land (1:06)
6. Groundation - War (8:19)
7. Groundation - High Tide Or Low Tide(6:16)
8. Groundation - Hypocrites (4:57)
9. Groundation - Trench Town (4:16)
10. Groundation - Roots (7:02)
11. Groundation - Bend Down Low (4:18)
12. Groundation - Fussing And Fighting (7:21)

- CD2
1. Groundation - Intro (0:25)
2. Groundation - No More Trouble + Midnight Ravers + No More Trouble (6:45)
3. Groundation - Hammer (2:34)
4. Groundation - Wake Up And Live (6:02)
5. Groundation - Guiltiness (8:01)
6. Groundation - Top Rankin (3:25)
7. Groundation - Could You Be Loved (6:56)
8. Groundation - Want More (5:03)
9. Groundation - Rat Race (5:36)
10. Groundation - Buffalo Soldier (4:30)

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"Here I Am" foi lançado pelo selo francês Naive, em 2009, trazendo algumas mudanças  inusitadas na formação da banda. A base foi mantida com Harrison Stafford nos vocais e guitarra, Marcus Urani nas teclas (podemos dizer que este é insubstituível), Ryan Newmann no baixo e Mingo Lewis Jr. na percussão, além da dupla dos metais David Chachere e Kelsey Howard. Desta vez, quem ilustra bem tais mudanças são: Te Kanawa Haereiti, percussionista das ilhas polinésias (jovem pupilo do baterista de jazz William Doyle), que agora ataca de baterista; o percussionista de origem Uzziah Thompson, que já trabalhou para Island Records; o dueto de backing vocals que fora substituído por Kim Pommel e Stephanie Wallace (em meados de 2007 e 2008, respectivamente), no lugar de Ikesha Johnson e Kerry Ann Morgan; e o conceituado Dr. Jason Robinson, que neste toca flautas e saxofone. Não contentes com esta abundância tecnica, ainda escalaram mestres old-school do reggae jamaicano: Pablo Moses e The Congos. Parece um audacioso devaneio? (...) Realmente é!

A totalidade deste projeto se mostra voltado para o experimentalismo do jazz. Sem esquecer que Groundation é uma banda de reggae primeiramente. Mais liberdade foi concedida a todos os músicos para sugerir e improvisar a vontade, um bom exemplo são os potentes versos da Stephanie Wallace na faixa-âncora do álbum, Here I Am. O resultado é irrepreensível, isto é fato e é sabido por todos que conhecem a banda. Porém vale a pena conferir a evolução da banda, em todos os aspectos. Não perca tempo, baixe e/ou compre o CD!


Dê o play, macaco!
"[2009] Here I Am"

1. Groundation - Run The Plan (7:19)
2. Groundation - Everyone Could Lose (3:30)
3. Groundation - So Blind (4:35)
4. Groundation - Time Come (7:29)
5. Groundation - By All Means (3:48)
6. Groundation - Blues Away (4:54)
7. Groundation - Not So Simple (5:56)
8. Groundation - Here I Am (6:44)
9. Groundation - You Can Profit (3:55)
10. Groundation - Beating Heart (4:10)
11. Groundation - Walk Upright (4:48)
12. Groundation - Golan To Galilee (3:21)
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KULTIRATION DISCOGRAFIA



Pegue um bocado de música folclórica sueca, com violino e acordeon, acrescente uma honesta dose de autêntico reggae-roots rastafari. Adicione o contra-baixo e o banjo para dar a base do tempero. Agora, deixe curtir em molho-jazzy os estrondosos metais e vocais convictamente marcantes. Por fim, formando a cobertura, a bateria, teclado e guitarras garantem o indubitável sabor. Misture então originalidade, mensagens positivas, realismo poético e fiel audácia, à gosto. Pronto, você já tem a receita em mãos. Agora prepare-se para ser surpreendido com o paladar do "prato do dia" em nossa OficinaDeMacacos... o Kultiration será servido!

Kultiration, diretamente de Gotemburgo, Suécia, usa as infinitas possibilidades que a música proporciona para inspirar e alertar, abrir a mente e fechar o corpo. Com boa música, fomentam uma alternativa consciente para viver e deixar viver. Trabalhando para espalhar a visão de unidade (espitirualmente e musicalmente), surgem como revelação imediata no mundo globalizado do new-reggae. É assim, com esta humilde orquestra de nove somada a honesta tese, vem convencendo e seduzindo, uma verdadeira multidão em seus shows e concertos. Sejam estes amantes do reggae-sustentado, fãs de metais ou do worldmusic genérico engajado. Prove e absorva ao máximo a vibração desta música inovadora, que fala do mundo de hoje, para o povo de hoje.

"Uma terra, uma gente, com a mesma destinação. Para viver e deixar viver. Da Terra todos viemos e para a Terra todos iremos. Se não cuida bem da Terra, não cuida bem de si mesmo, não cuida bem do próximo: homens, mulheres, filhas e filhos dela. Assim como não cuida bem da mãe natureza e de todas sua criaturas que nela vivem. Uma terra, uma gente, com a mesma destinação. Para viver e deixar viver." ~participação de Ras Jhoe na faixa Ur Jord, que abre o disco Om Gaia, que abre a contemplável carreira da banda

Eu, friso atenção especial para os álbuns "Om Gaia" e "Grogrund", além do "Moter Internal Dread" (o pioneiro com versões dubs). Mas talvez seja por mero desapego de quem vos escreve. Apenas não se engane com a textura aparente da "receita" sueca. Aconselho degustar o prato todo sem pressa e chegar as próprias conclusões... sempre! Agradecemos a preferência, volte sempre! Parafraseando o site oficial da banda: "Vamos todos continuar a compartilhar e participar das bênçãos de música ..."


"Om Gaia ('Sobre a Natureza') foi encabeçado pelo vocalista Marcus Berg no começo de 2003 e foi gravado ao longo do ano no Folkhemmet Studio. Seu lançamento, em 2004, trouxe uma nova concepção e esperança para a reputação do reggae sueco. Acabou por preencher a lacuna entre as raizes da música sueca e o reggae-roots, o que era aguardado sob um longo jejum."

Dê o play, macaco!
"[2004] Om Gaia"

1. Kultiration - Ur Jord (5:09)
2. Kultiration - Känn Dig Själv (3:11)
3. Kultiration - Propaganda (3:30)
4. Kultiration - Albanija (3:08)
5. Kultiration - Sparkar & Slag (5:25)
6. Kultiration - Andetag (4:14)
7. Kultiration - Babylon Faller (4:19)
8. Kultiration - I Mitt Blod (4:31)
9. Kultiration - Barfota (6:03)
10. Kultiration - Ingenting Kvar (4:31)
11. Kultiration - Bakslag (2:32)

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"Depois de um ano de estrada, lançam Grogrund em 2005. Defendem agora com mais firmeza e equilibrio suas influências tradicionais sueco-jamaicanas. Nesta fase a banda começou ganhar notoriedade, moral e fundo$ para passos ainda mais distantes."

Dê o play, macaco!
"[2005] Grogrund"

1. Kultiration - Under Snön (3:45)
2. Kultiration - Sadhu (2:47)
3. Kultiration - Krigare (5:33)
4. Kultiration - Kupade Händer (3:53)
5. Kultiration - En Timme Kvar Att Leva (4:38)
6. Kultiration - Utan Fotfäste (3:42)
7. Kultiration - Enkel Man (3:42)
8. Kultiration - Rosenkvarts (5:12)
9. Kultiration - Dags Att Be (5:51)

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"Com prudente destinação conheceram Internal Dread, lendário produtor e mestre do dub nórdico. Levantaram juntos a bandeira do anti-imperialismo, uniram o discernimento politico-social à velha sabedoria espiritual. A alquimia perfeita se deu quando os ideias da banda e do produtor reagiram. Nasceu daí o terceiro álbum Möter Internal Dread (de 2006), que conta, em versões dub, temas dos dois primeiros discos da banda, além da inusitada roupagem para Satta Masagana, dos Abyssinians."

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"[2006] Möter Internal Dread"

1. Kultiration - Babylon Dubber (4:18)
2. Kultiration - Melodub (5:21)
3. Kultiration - En Timme Kvar Att Dubba (3:49)
4. Kultiration - Barfota Dub (5:57)
5. Kultiration - Under Dub 1 (3:50)
6. Kultiration - Under Dub 2 (3:52)
7. Kultiration - Utan Dub (3:59)
8. Kultiration - Satta Dub (5:08)
9. Kultiration - Du Och Jag (5:05)

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"Este é o registro de um show, foi gravado no Musikens Hus, em Gotemburgo.  Kultiration Is Alive, de 2006, foi baseado no repertório dos discos anteriores, contando, claro, com impetuosos live-dubs e improvisos espetaculares."

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"[2006] Kultiration Is Alive"

1. Kultiration - Kupade Händer (5:29)
2. Kultiration - Utan Fotfäste (4:16)
3. Kultiration - Harmoni (6:01)
4. Kultiration - Sadhu + Ur Jord (8:30)
5. Kultiration - Sparkar Och Slag (4:47)
6. Kultiration - Babylon Faller (4:39)
7. Kultiration - Under Snön (4:31)
8. Kultiration - Andetag (7:31)
9. Kultiration - En Timme Kvar Att Leva (6:57)

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"Döden Föder, de 2007, quinto disco do Kultiration seguem pela ascendente e delicada evolução da banda. Desta vez replicam sobre a construção e destruição, vida e morte. Com uma pegada levemente diferenciada - digamos menos analógica - abusam da síntese digital, apresentando um novo ângulo da mesma paisagem. As raízes continuam intactas, porém a sonoridade deste busca novas fronteiras e rendimentos."

Dê o play, macaco!
"[2007] Döden Föder"

1. Kultiration - Harmoni (5:41)
2. Kultiration - Ever Changing (5:08)
3. Kultiration - Glömd E Jorden (4:07)
4. Kultiration - Saraswati (5:45)
5. Kultiration - Rekemansgetto (5:02)
6. Kultiration - Ett Steg Utanför (6:10)
7. Kultiration - Mellan Hjärtslag (4:57)
8. Kultiration - Mamma (5:08)
9. Kultiration - Resonans (5:41)
10. Kultiration - Blickar (5:35)
11. Kultiration - Tradition (4:05)
12. Kultiration - Forward On (8:55)

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"Mais uma empreitada do velho amigo da banda, Internal Dread. Esta seletiva edição teve apenas limitadas 500 cópias. Döden Föder Dub, também de 2007, contem releituras de âmbito experimental bem-sucedidas do aclamado álbum anterior Döden Föder."

Dê o play, macaco!
"[2007] Döden Föder Dub"

1. Kultiration - Ananda (5:41)
2. Kultiration - Utrymmet inemellan (5:43)
3. Kultiration - Yama dub (5:49)
4. Kultiration - Dubtradition (4:07)
5. Kultiration - Det som låter fel i örat (6:04)
6. Kultiration - Forward Dub (8:53)
7. Kultiration - Never Ending (5:46)

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"O mais recente projeto da banda que hoje se firma como uma das melhores do mundo (participando de festivais ao lado de grandes nomes, como Groundation, por exemplo). Sétimo álbum, homônimo, Kultiration foi lançado no ano passado (2009). Já carregando sua própria herança musical, com integridade e talento revelam além das fronteiras a unidade e realidade sob diferentes influências."

Dê o play, macaco!
"[2009] Kultiration"

1. Kultiration - Seen And Gone (5:14)
2. Kultiration - Lejoninna (6:03)
3. Kultiration - Earth Songs (3:22)
4. Kultiration - Seaside (3:11)
5. Kultiration - Constant Waterfall (3:59)
6. Kultiration - Mahishasuramardinee Stotram (5:42)
7. Kultiration - Agnaye Swaahaa (5:21)
8. Kultiration - Peace Of Mind (5:22)
9. Kultiration - Treår (3:49)
10. Kultiration - Armérika (4:23)
11. Kultiration - Mörk Är Natten Innan Gryning (2:47)

~integrantes:
Marcus Berg - vocal, banjo e percussão
Daniel Wejdin - contra-baixo
Johan Jansson - batera
Nils Dahl - teclado
Camilla Åström - acordeon
Jonathan Larsson - acordeon
Anders Augustson - guitarra
David Byström - trombone
Johan Asplund - trompete
Livet Nord - violino
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