Mostrando postagens com marcador .EXCLUSIVIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .EXCLUSIVIDADE. Mostrar todas as postagens

TREASURE ISLE HOTTEST HITS (VOL.1-2-3)


Há algum tempo não colocamos aqui álbuns que remetam às verdadeiras raízes do Reggae - aqueles que trazem o poder da música simplista, gravada com poucos recursos técnicos e floreadas com muito feeling. A tacada de hoje resgata essa linha da música jamaicana. São três discos que coletam o mais fino do acervo da Treasure Isle (uma das mais importantes gravadoras da época). Nada menos que quarenta faixas, todas nascidas nos primórdios da década de 1960, surfando tranquilas nas melhores ondas do Rocksteady, Lovers Rock e Soul. Como já adjetivamos em outros posts, esta também é uma coletânea tão agradável que fará até sua mãe sacolejar o esqueleto, provavelmente relembrando os bailes (ou jantares-dançantes) de sua época. Não é por menos, a relação desta fase da música jamaicana era realmente próxima ao Rhythm & Blues americano. Quer conhecer "um pouco" da história da música feita na ilha jamaicana? Então, experimente já deste veneno!

Todo produzido com a destreza de Duke Reid é um pacote de tirar o fôlego! Sem estender demais o assunto, estas pepitas sonoras carregam grandes passagens harmônicas e rítmicas, sempre caracterizada pelo groove jamaicano - ou caribenho em geral. Belos falsetes, precisos backing-vocals, timbres calorosos e pegadas enérgicas e relaxantes ao mesmo tempo. Algo que de repente fuja dos adjetivos, termos e rótulos. Posso arriscar que esta seja uma coletânea definitiva do início da "saga do Reggae", por assim dizer. O que realmente nos move aqui é a boa vibração proporcionada, o "sentimento sonoro" captado por nossos tímpanos e refletido na alma! Não tenha dúvida do alcance destas singelas e encantadoras canções. O poder da música jamaicana se faz atemporal e inimitável exatamente à partir desta leveza e irreverência evocada. Atente-se aos grandes nomes como Alton Ellis, Paragons, Sensations, Phillys Dillon e John Holt, mas jamais desvie o olhar dos demais. Divirtam-se e propaguem tamanha experiência!


Dê o play, macaco!
"[1968] Treasure Isle Hottest Hits - Vol.1"
link alternativo (.torrent)

1. The Sensations - Those Guys (2:22)
2. The Melodians - Come On Little Girl (2:21)
3. Dobby Dobson - Loving Pauper (3:11)
4. The Silvertones - Midnight Hour (2:38)
5. Vic Taylor - Heartaches (3:11)
6. Alton & The Flames - Cry Tough(extended) (4:09)
7. The Techniques - Queen Majesty (3:28)
8. Hopeton Lewis & Phillis Dillion - Right Track (2:26)
9. The Sensations - I'll Never Fall In Love (2:16)
10. The Paragons - The Tide Is High (2:40)
11. The Jamaicans - Things You Say You Love (2:44)
12. The Three Tops - It's Raining (2:55)
13. The Three Tops - Do It Right (2:26)
14. Tyrone Evans - If This World Were Mine (2:18)
15. The Paragons - On The Beach (2:32)
16. Nora Dean - Barb Wire (2:17)

###


Dê o play, macaco!
"[1968] Treasure Isle Hottest Hits - Vol.2"
link alternativo (.torrent)

1. Alton Ellis - Girl I've Got A Date (2:37)
2. The Sensations - Every Day Is A Holiday (2:29)
3. Freddie McKay - Love Is A Treasure (2:43)
4. Phyllis Dillon - Don't Stay Away (2:32)
5. The Melodians - You Don't Need Me (3:12)
6. The Techniques - My Girl (2:39)
7. Phyllis Dillon - Perfidia (2:36)
8. Alton Ellis - La La Means I Love You (3:10)
9. The Techniques - Travelling Man (2:34)
10. The Melodians - I'll Get Along Without You (2:56)
11. Joya Landis - Moonlight Lover (2:26)
12. The Techniques - I Wish It Would Rain (2:16)

###


Dê o play, macaco!
"[1968] Treasure Isle Hottest Hits - Vol.3"
link alternativo (.torrent)

1. Joya Landis - Moonlight Lover (2:34)
2. Alton Ellis - Remember That Sunday (2:38)
3. The Paragons - Wear You To The Ball (2:38)
4. The Techniques - Love Is Not A Gamble (2:37)
5. John Holt - Stealing Stealing (1:56)
6. Hopeton Lewis - Boom Shaka Lak (2:45)
7. Claudette Miller - Tonight Is The Night (2:52)
8. Phyllis Dillon - The Love That A Woman (3:27)
9. Justin Hines & The Dominoes - Sinners (3:05)
10. The Techniques - There Comes A Time (2:29)
11. Clive & Doreen - What More Can I Do (2:31)
12. John Holt - Ali-Baba (2:37)
LEIA MAIS

OFICINA DE MACACOS PODCAST - VOL.1

"TROPICAL GROOVES ADVENTURES"


Extra, extra, extra! Lançado agora ao ventilador o nosso primeiro Podcast. Sim, aquelas selectas mixadas recheadas de pepitas preciosas - pra ouvir a um click. Agora também vamos nos aventurar nesses mares, todo mês um Podcast novo no ar! A Oficina de Macacos não está de bobeira na pista, vamos evoluindo e vocês pegam carona. Logo maiores novidades, mas por enquanto é isso! Tropical Grooves Adventures é um catadão com os mais dançantes e inusitados grooves latinos. Uma pegada moderna e altamente instigante, pra embalar as baladas que se prezem. Faixas com muito suingue, batida marcante e loucos refrões. Ouça, curta, dance e espalhe para os conhecidos bons ouvintes. Sinta-se a vontade para comentar, perguntar e criticar! Para fazer o download do Podcast na íntegra, clique aqui!


tracklist:
01 - Sono Rhizmo - Mambocito Mio
02 - Sono Rhizmo - E Isso Ei
03 - Dedy Dread - O Bananeiro
04 - DJ Maars - Jump Around (Reggae Refix)
05 - Sono Rhizmo - Barbwire
06 - Kill Emil - Porfavor
07 - Sono Rhizmo - I'm Your Sexmachine
08 - The Black Seeds - Rotten Dub (‘Rotten Apple’ D-Duff Remix)
09 - Sola Rosa - Turn Around feat. Iva Lamkum (TM Juke Remix)
10 - Kill Emil - Maquinas Quentes
11 - Panama Cardoon - Moliendo Cafe
12 - Palov - Not A Typical Jamaican
13 - Hammond Classics - Caribe
14 - Sergio Mendes - Ê Menina (Hey Girl)
15 - Jorge Ben Jor - Energia Bom Bom (Edit)
LEIA MAIS

THE FUNKY PRECEDENT (VOL.1 + VOL.2)


Atenção! Antes ler mais qualquer frase, corra e faça primeiro o download. Dê o play e logo entenderá o peso desta série que traz a reunião dos mais admiráveis Hip-Hop funkeados de todos os tempos! Um artigo de luxo apelidado pelo símio mais sábio como "a coletânea definitiva" de Hip-Hop + Funk. O melhor do submundo do processo de criação atual, tracks esquecidas ou mal-vistas na ocasião, todas lançadas com pompa e louvor. O diálogo entre os gêneros é afinado, sintonizado com minúcia. Acredito que tal entendimento se deu pelas influências entre os produtores do Hip-Hop, ou beat-makers. Vidrados pela música negra de groove incansavelmente dançante: o tal do Funk, por assim chamar (afinal, todo rótulo acaba limitando seu conteúdo).

A saga teve inicio em 1999, quando lançado pela LooseGroove Records (Vol.1), depois com a ajuda da Matador Records (Vol.2) e, finalmente, pela Kajmere Sound (Vol.3 - Impeach The Precedent). Este catado nos apresenta batidas pesadas e inusitadas. Tanto orgânicas quanto digitais, construídas por bandas virtuosas ou por apenas uma unica mente brilhante. Expressadas por belas linhas vocais ou por ligeiros flows. Scratchs vorazes, timbres precisos, experimentações nebulosas e samplers de alto nível é o que irá encontrar por aqui. Algo que passa por várias paisagens sem desfocar o vislumbre de cada trecho. Passagens bem miradas no Nu-Jazz, Break, Turntablism, Gospel e Afro-Funk retratam a beleza dos discos. Se você seguiu a recomendação do início do texto provavelmente já entendeu o resultado da obra. Destaque para a seleção como um todo, seu poderio e a expertise ao relacionar estas pepitas pré-lapidadas para satisfazer os mais enjoados tímpanos. Não perca mais tempo, deleite-se com mais estas pedradas do novo mundo.

"Apesar de concentrar principalmente no 'Los Angeles Style' de hip-hop, esta coletânea estende seu alcance passando do antiquado à baladas acústicas maliense-flexionadas. Quase todas as faixas são um sucesso irremediável e as demais são simplesmente espetaculares (nem todas compilações do gênero podem dizer o mesmo). 'The Funky Precedent' tem uma vibração forte e sólida do início ao fim!" ~ Bill Cassel


Dê o play, macaco!
[1999] Impeach The Precedent

1. Shortkut & Roy C. Hammond - Impeach The President (4:14)
2. Young Einstein & Zaakir - Have And Have Nots (3:26)
3. Thes One & J-Live - Give It Up (5:51)
4. This Kid Named Miles & Medusa - New Definition (4:14)
5. The Globetroddas - Love (4:33)
6. Jazzanova - L.o.v.e. And You And I (7:48)
7. The Poets Of Rhythm - Flight To St. Vincent (3:47)
8. Sharon Jones & The Dap-Kings - What If We All Stopped Paying Taxes (4:33)
9. Damon Aaron - Bungalow (3:47)
10. Blk Sonshine - Echoes (3:46)
11. Antibalas - P.a.z. (6:49)
12. People Under The Stairs - Bomb Combo (4:34)
13. Crown City Rockers - Movement (4:47)
14. Breakestra - Show And Prove (3:02)
15. The New Mastersounds - Bullseye (3:08)
16. The Rebirth - Every Body Say Yeah (7:40)

###



1. Skhool Yard - Here We Come (3:48)
2. Rasco - Uncut (3:34)
3. Live Human - Lagoona's Bliss (5:10)
4. Azeem - Contradictions (3:54)
5. Zion I - We Got It (3:45)
6. Foreign Legion - Bike Thief (3:25)
7. Eye Cue & Rashinel - Clear The Slate (3:16)
8. Anticon - Pity Party People (4:38)
9. DJ Vinroc of Triple Threat DJs - 3Thahardway (3:58)
10. Stymie & The Pimp Jones Love Orchestra - Fan Club (5:25)
11. Encore of Executive Lounge - The Movement (3:56)
12. Kemetic Suns - We A Warrior (3:54)
13. EB F of Various Blends - Condiments (5:41)
14. Sahnuhtayshun Duhpartment Muzik Feat. Khaos Unique - I'm K.U. (3:33)
15. Pep Love - Warrior Poet (4:55)

###



1. Dilated Peoples - Triple Optics (Live Funky Precedent Mix) (4:45)
2. Jurassic 5 - Concrete Schoolyard (Funky Precedent Edit) (4:11)
3. Abstract Rude & Tribe Unique - Musically Inclined (4:11)
4. Cut Chemist & Miles - S.N.T. (Live at Peacepipe) (5:13)
5. Ugly Duckling - Journey To Anywhere (With Piano Bar Intro) (4:52)
6. DJ Rhettmatic - The Audition (2:17)
7. The Breakestra - Getcho Soul Together (5:25)
8. Ozomotli - Cumbia De Los Muertos (3:32)
9. Blk SonShine feat. Masauko Chipembere - Building (4:31)
10. Damon Aaron - To the Outside (4:18)
11. Miles - Good Vibrations (5:03)
12. Styles of Beyond - Ambiguous Figures (3:27)
13. Divine Styler - Make It Plain (4:13)
14. Aceyalone - Project Bliznaiznowed (4:01)
15. Black Eyed Peas - Get Sober (4:53)
16. Myka of Freestyle Fellowship - Save the Music (5:21)
LEIA MAIS

MOA ANBESA

"RASTAFARI"

Bom dia macacos xonados pelas raízes da música. Não sei por quê tardei tanto tempo pra postar e resgatar este saudável âmago do Reggae Brazuca. Moa Anbesa é um dos maiores mistérios do nosso acervo. Quase nada se pode encontrar na rede. O disco de hoje chegou em minhas mãos como um presente surpresa de Jah, como tal posso afirmar que este não pode ser visto em outro lugar senão aqui. A escassez de informações é tamanha que a data de lançamento é estimada, digamos apenas que foi produzido na primeira metade dos anos 2000. Na verdade, o que pesa mais é sua musicalidade, sua sonoridade fiel às nostálgicas premissas rastafaris da década de 70. Aferem a força da música de Jah e, com suas mensagens, atingem os mais atentos e capciosos cidadões do mundo.

Moa Anbesa, nascida na Bahia, deu início em sua caminhada em 2001. "Rastafari" é o primeiro disco da banda - gravado em estúdio, mantêm uma qualidade de primeira até o último momento. Percorreram os quatro cantos da Terra, conquistaram de gringo à índio, de patrão à bicho-grilo. Não por acaso, carregam os elementos do autêntico Roots-Reggae sem deixar detalhe algum para trás. Timbre profundo guiado sempre pelo baixão, cadência demarcada por um nyahbinghi apológico, sutis e potentes melodias, intrincada picardia dançante e enredo com presença marcante do Dub. Um disco direcionado aos mais empenhados amantes da música jamaicana, àqueles insaciáveis por raridades. Além das faixas em sua versão tradicional, esta pepita musical apresenta as tão aclamadas versões dub, que realçam o poder das percussões e das graves harmônias. Aproveitando a deixa, anexei também a bonus track, "Essa Corrida", que figurou em uma coletânea portuguesa de 2006, chamada "Copa Reggae", do programa Rádio Fazuma. Desfrute da mais exótica, senão extinta, fruta baiana de sabor jamaicano. Com vocês: Moa Anbesa, o Leão Conquistador!


Dê o play, macaco!
"[200X] Rastafari"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. Moa Anbesa - Gunjah (5:34)
2. Moa Anbesa - Rastafari (4:57)
3. Moa Anbesa - Jah Make (3:09)
4. Moa Anbesa - Stop The War (4:50)
5. Moa Anbesa - Know Jah (3:31)
6. Moa Anbesa - Rasta Dub (4:57)
7. Moa Anbesa - Jah Make Dub (3:07)
8. Moa Andesa - Essa Corrida* (3:12)

*Bonus Track

LEIA MAIS

CECIL LLOYD GROUP: CARNIVAL AT THE TOWER ISLE

Imagem recuperada do verso do L)

Nos primórdios, no final da década de 50, a influência do jazz no cenário da música jamaicana já era evidente. Para se ter idéia o lendário produtor Clement "Coxsone" Dodd era um dedicado fã do jazz. O primeiro contato de King Tubby (outro genial produtor) com a música foi através do jazz. Este affair os levou a basear suas produções nos princípios da pureza, integridade e total entrega do jazz. Jackie Mittoo era outro, decidiu viver para o órgão após ouvir maravilhado o som de Jimmy Smith. Nos primeiros soundsystems podia-se encontrar por vez alguns clássicos de Louis Armstrong, Louis Jordan e Charlie Parker, todos ícones do gênero americano. O jazz - e tudo que o cercava - teve notável importância no fomento da herança musical deixada pela Jamaica!

Talvez a banda mais importante da era pré-Skatalites tenha sido a Cecil Lloyd Band, que explanarei já. Foi aqui que foram lançados ao mundo, os então jovens: Don Drummond, Roland Alphonso e Tommy McCook. Estudado e bem argumentado, Cecil Lloyd colocou sua cara à bater. Mas sabia onde pisar, nesta altura era disparado o principal "pianista" da Jamaica. Forneceu um vasto laboratório aos jovens promessas da ilha. Era especialista na sua área, o "guru jazzeiro" a quem recorrer em todos os casos. Seu baterista, Lowell Morris, e seu baixista Lloyd Mason eram igualmente talentosíssimos - como Coxsonne Dodd pôde logo comprovar. Na metade dos anos 50, tornaram-se a banda oficial dos principais hotéis da Jamaica. Ironias à parte, tocavam para embalar noites e mais noites frequentadas basicamente por turistas não jamaicanos que visitavam a ilha. Lançaram, custeados pelos próprios hotéis, os primeiros singles, que eram vendidos aos turistas, geralmente britânicos ou americanos.

O educado Cecil Lloyd foi o primeiro artista a ser produzido por Coxsonne Dodd – na verdade Cecil gravou as únicas tacadas de Dodd no terreno do jazz. Este registro, de 1958, conta com participações de gente grande: Jackie Mittoo, Dizzy Reece Quintet, Harold MacNair e Wilton Bogey Gaynair são os ilustres convidados ao baile. O resultado deve ser rotulado como “jazz mento” – uma mistura de estilos difusos de latin jazz e afro jazz. Passa faminto, mas sem pressa, pela musica folclórica regional, devorando o mento (como era chamado o calipso jamaicano) e saboreando o fresco e destemido cool jazz. Outrora carregava traços fiéis às culturas caribenhas, como a cadência nyahbinghi mostrada na versão de “Eleanor Rigby” (dos Beatles). O disco é de fato de jazz (ou "pós-bebop", como poderia ser chamado), instrumental do começo ao fim. Performático com inédito usufruto harmônico e rítmico. Como já disse certo personagem: “Se não gosta da música instrumental, não pode gostar de música!”. Simples assim. Dê o play, ouça nem que seja apenas pra sentir o gosto de ter “em mãos” uma das maiores (senão a maior) raridades do afro-cuban-jazz de todos os tempos!


Dê o play, macaco!
[1958] Carnival At The Tower Isle

1. Cecil Lloyd Group - Softly (3:04)
2. Harold “Little G” MacNair - The Hipster (4:27)
3. Cecil Lloyd Group - Mr. Propman (part 1) (2:23)
4. Cecil Lloyd Group - Mr. Propman (part 2) (6:18)
5. Cecil Lloyd Group - I Cover The Waterfront (3:30)
6. Dizzy Reece Quintet - Now’s The Time (2:31)
7. Jackie Mittoo - Eleanor Rigby (5:39)
8. Jackie Mittoo - More Than Yesterday (6:15)
9. Wilton Bogey Gaynair - Wilton’s mood (6:02)
10. Cecil Lloyd Group - I Remember April (2:56)
11. Cecil Lloyd Group - Serenade in Round (3:50)
12. Cecil Lloyd Group - Sometimes I’m Happy (4:37)
13. Cecil Lloyd Group - Calypso Jazz (3:16)

~integrantes:
Cecil Lloyd: piano
Lowell Morris: bateria
Lloyd Martins: baixo
Roland Alphonso: sax
Tommy McCook: sax
Don Drummond: trombone
Dizzy Moore: trompete
LEIA MAIS

BRASILINTIME

"BRASILINTIME: BATUCADA COM DISCOS"


Antes de mais nada devo frisar (e comemorar) que este inaugura nossa "sessão +exclusividade" da Oficina de Macacos. Brasilintime você só vai encontrar aqui! Isto se dá pela raridade que se tornou este documentário. Tente achar alguma loja brasileira - virtual ou não - que tenha em estoque este DVD, simplesmente não existe. No máximo irá achar em grandes sites e-commerce gringos, pagando a suave facada em libras ou euros. Para que não fiquemos a mercê da logística voltada ao lucro, sem nenhum esforço para ser disseminado em massa, fizemos um puta corre e podemos agora com enorme prazer disponibilizar para todos macacos que por aqui passarem. Sem sombra de dúvida, representando o slogan do blog, esta é uma "raridade para download"...

Neste documentário, o profundo conhecedor da música Madlib pode ser encontrado em estado de espírito inventivo e aparentemente ilimitado. Este, é acompanhado de sua trupe, e ao longo de cerca de duas horas e quinze minutos vemos sobressair neste documentário uma mistura no âmbito da música e da própria vida. Batucada com Discos é o registro de um momento histórico da música. O projeto proporcionou em São Paulo, no ano de 2002, um encontro inédito entre os bateristas brasileiros Ivan "Mamão" Conti, João Parahyba, Wilson das Neves e as lendas americanas das baquetas Derf Reklaw, Paul Humphrey e James Gadson. Enriquecido ainda pela participação dos DJs de hip-hop, Nuts (Brasil), Babu (EUA), Jrocc (EUA), Cut Chemist (EUA) e o próprio Madlib (EUA) - cuja formação musical foi influenciada por estes mestres da velha guarda.

Desde o título percebemos que a música brasileira tem presença notável, mas a proposta vai além. Acima disso tudo jaz o ímpeto de fazer música, e conversar através da música. As barreiras da língua são muito menores e transponíveis se comparadas ao complexo universo da linguagem musical, que é onde toma espaço o encontro. Além disso é interessante ver a música atuando como esmagadora das diferenças sócio-culturais e mesmo musicais quando assistimos este documentário e vemos como as coisas são propostas. Um documentário imperdível. Respeito e admiração aos verdadeiros arquitetos da música!

"Um dos fatos mais surpreendentes presentes neste esmerado documentário é o contraste formal dos ritmos característicos entre Brasil e EUA. De um lado, têm-se o samba, e do outro têm-se os chamados 'trainwrecks'. Do country ao jazz, têm-se nos ritmos norte-americanos a tendência de fluir em vias de uma marcação rítmica simples, predominantemente o 4/4, sendo que, o tempo '1' tende a ser certamente marcado. Agora jogue dois beats juntos, de modo que prevaleça um confronto na marcação temporal e estes não se misturem. Aí está o que entende-se por trainwreck. No entanto a música brasileira, o samba em particular, tende a respeitar um exclusivo padrão rítmico. Uma vez estabelecidos, os elementos rítmicos podem ser sobrepostos por tempo indeterminado sem que se estrague o groove. Quando recoberta por grandes bateristas ou mixada por grandes DJs, a polirritmia não produz cacofonia, mas sim uma tensão rítmica que impulsiona a batida adiante. Brasilintime evoca um sentimento extraordinário no aspecto do intercâmbio rítmico, seja quando este toma como palco uma loja de instrumentos, onde bateristas americanos confrontam com uma galeria infindável de brasileiros 'fazedores de barulho', ou em uma conversa noturna entre bateras e DJs extasiando os ânimos locais, ou viajando entre continentes e décadas através do legado dos bolachões. Como num mix de Madlib, as cadeias da influência são imprevisíveis, mas perfeitas.." ~Brain McCain no encarte do DVD


Dê o play, macaco!
"[2007] Brasilintime"

Label: Mochilla
Format: 2 x DVD, DVD-Video, NTSC
Country: USA
Released: 2007
Genre: Electronic, Hip Hop, Latin, Non-Music
Style: Instrumental, Cut-up/DJ, Samba
LEIA MAIS

Copyright 2014 OFMA (BLOG DE TESTES) - OFMA (BLOG DE TESTES) by Template Trackers