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J ROCC: COOKING INGREDIENTS


O chéf divide com o DJ a tarefa de conquistar quem consome seus produtos pelo prazer de uma experiência sensorial, no primeiro caso gustativa, no segundo auditiva. Essas associações as vezes vêm a tona poeticamente, evocando estes ditos fins. Enquanto um chéf tem de lidar com tarefas e conhecimentos como a escolha dos melhores ingredientes, sua harmonização, o respeito à pontos de cocção, cortes variados, cálculos de medidas, timing, entre outras variáveis, no mundo das picapes, o DJ que enlouquece seus ouvintes com sua música vai conhecer milimetricamente a história da música, para que durante seu set possa fazer também, uma harmonização, musical. Também saberá das possibilidades harmônicas e melódicas de cada uma das músicas que estarão no set, conhecerá sua estrutura e saberá usar as partes que o interesse, fazendo uso de cortes também afiados.

Em Cooking Ingredients - Bake for 60 minutes, mixtape lançada pelo DJ americano J Rocc, há esta evocação poética que compara estes saberes. J Rocc é bastante conhecido no meio do rap underground americano, onde começou sua carreira na segunda metade da década de 80 como DJ em um grupo Californiano chamado PSK. Em seu currículo, destaca-se a fundação do grupo Beat Junkies em 1992 com Melo-D e Rhettmatic, e principalmente suas colaborações com Madlib: é ele quem comanda as picapes nos shows ao vivo com Madlib; foi o terceiro membro do grupo Jaylib, acompanhando Madlib e J Dilla nas performances ao-vivo; e também contribuiu na concepção do Vol 5-6: A Tribute to J Dilla do disco Beat Konducta, também com Madlib.

Esta mix de dezenove faixas apresenta J Rocc em uma sessão bem solta e experimental, misturando uma infinidade de coisas que não se sabe bem o quê, visto que a tracklisting não foi disponibilizada. Vê-se que grande parte das tracks certamente faz parte dos 70`s, (consegui identificar o Eugene McDaniels). Em sua receita, ve-se o uso principalmente de grooves do Funk, e em segundo plano, apresenta a psicodelia e o rock. A mixtape apresenta características bem pessoais, entre estas destacamos: mudanças repentinas de faixas, intercalação inesperada de faixas de gêneros diferentes, entre outras loucuras. Cooking Ingredients - Bake for 60 minutes é uma mixtape que demora pra decolar, e quando decola, ainda surpreende com uma série de pausas que soam deslocadas. Tudo faz parte da estética dele, muito focada na experimentação, e por essas acredito que sacrifica um pouco da fluidez. Tem-se a impressão que se estivesse mesmo cozinhando, seria para si, correndo o risco de desagradar facilmente seus eventuais convidados. Ao mesmo tempo, trilha um caminho que revela sabores, texturas, cores e por aí vai. Assim, não pense que a mixtape é ruim. Desconfio que o foco aqui seja mesmo a experimentação, cause a estranheza que causar.



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"[2008] Cooking Ingredients"

1. J. Rocc - Intro Track (1:53)
2. J. Rocc - 3 Breaks For You (3:00)
3. J. Rocc - Smoothed Out (1:53)
4. J. Rocc - Sho Is Funky (1:26)
5. J. Rocc - Another Smooth One (1:07)
6. J. Rocc - Little Bitchard (1:38)
7. J. Rocc - $$$$ (3:40)
8. J. Rocc - Eugene Edit (2:11)
9. J. Rocc - Latin Fuzz Guitar (2:31)
10. J. Rocc - Schmit (3:17)
11. J. Rocc - James The Preacher Man (2:27)
12. J. Rocc - Classic (1:30)
13. J. Rocc - Spacey (2:10)
14. J. Rocc - Out Looking Inside (2:21)
15. J. Rocc - Hoggin (1:33)
16. J. Rocc - Gotta Get Away (1:54)
17. J. Rocc - Rufus Breaks (0:55)
18. J. Rocc - Woman Shut Up (3:48)
19. J. Rocc - Windy Edit (4:16)
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FREVO DO MUNDO

Vez ou outra um disco contemporâneo divide tanto o tempo com coisas mais antigas na minha playlist. Recentemente aconteceu com o Frevo do Mundo, produção lançada em 2008 pela Candeeiro records. Selecionado pelo Programa Petrobrás Cultural, o disco traz a proposta de homenagear o centenário do mais tradicional ritmo pernambucano, o frevo. Quem como eu acha que discos de homenagem são perigosos, pois correm o risco de serem ofuscados pela obra homenageada e virarem sombras do homenageado, deve dedicar atenção à este.

O projeto funciona como um diálogo geracional, respeitoso sim mas não acanhado, e por essas e outras surpreendente. Consta do tradicional frevo de Capiba, Luiz Bandeira e Aldemar Paiva, reinventados pela Orquestra Imperial, Mundo Livre S/A, Eddie, China, Siba e a Fuloresta, Erasto Vasconcelos, Edu Lobo, João Donato, Isaar, Cordel do Fogo Encantado, 3 na Massa, Flor de Cactus e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH). O esmero e a criatividade são nítidas intenções colocadas à prova, e que felizmente são alcançadas com maestria. Presente nos arranjos, nas sonoridades digitais que dividem espaço com o lirismo de outrora, e ainda na construção bem-humorada dos mesmos, tudo se harmoniza e se completa. Destaques para as notas aveludadas de João Donato, que muito à vontade transformam o frevo em coisa sua; a composição de Fred 04, única música composta recentemente, que faz uma hilária marcha de duplo sentido com Metendo Antraz; também as versões com mais elementos da música pop: Só Presta Quente, com Ortinho, e Oh! Bela, com o cantor China e o Sunga Trio, que disse que "um frevo tão popular tinha que ter uma roupagem popularesca, numa mistura de Daftpunk, Kelly Key e Capiba”; e ainda o eletrônico de Rica Amabis, Dengue e Pupillo, que casa muito bem com os arranjos do mestre Spok no frevo-de-bloco Frevo de Saudade interpretado pela cantora Céu.

Seria imperdoável não pontuar o rigor na produção e na direção artística que permitem a execução da premissa com um grande número de artistas. Parece muito bem intencionado contemplar vários maestros da orquestração pernambucana, como o mestre Spok e ainda, Duda, Clovis Pereira, Ademir Araújo e ainda os veteranos instrumentistas João Donato e Edu Lobo. São eles que providenciam bases sólidas e dão diretrizes para as trilhas inovadoras desta geração, o que mostra que a revolução musical, a reinvenção do passado de que falou Chico Science, não se faz sem referência, aprendizado. Neste sentido pontos a mais para os maestros e Pupillo, que além de manejar as baquetas do 3 na massa, toma conta da produção do grandioso album. O maestro Spok, que tem se destacado com seu incrível trabalho de renovação do frevo, elogia a proposta. “Foi maravilhoso tocar com os músicos da nova geração. Na verdade, eu transito bem entre a tradição e a novidade. Gosto muito das duas tribos”, ressalta.



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"[2008] Frevo do Mundo"

1. Banda Eddie - É de fazer chorar (3:20)
2. João Donato - Fogão (3:45)
3. Céu e 3 na Massa - Frevo de saudade (3:41)
4. Mundo Livre S/A - Metendo Antraz (2:26)
5. Orquestra Imperial - O dia vem raiando (3:29)
6. China e Sunga Trio - Oh, bela! (4:40)
7. Ortinho - Só presta quente (3:16)
8. Siba e a Fuloresta - Os melhores dias de minha vida (2:59)
9. Cordel do Fogo Encantado - Saudade (2:31)
10. Isaar de França - Paraquedista (4:20)
11. Flor de cactus - Inquenta muié (2:32)
12. Edu Lobo - Recife (frevo n.1) (2:23)
13. Erasto Vasconcelos - Papel crepon (3:15)
14. Orquestra Popular da Bomba do Hemetério - Cabelo de fogo (2:57)
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ÁFRICA LÁ EM CASA: DISCOGRAFIA

Salve! Esta é a minha primeira colaboração aqui para Oficina de Macacos e, pra dar o ponta pé inicial, nada como um projeto super bacana, incentivado financeiramente pelo governo nacional. O África Lá Em Casa surgiu em 2006, idealizado pelo produtor musical Guilherme Chiappetta. Hoje o projeto já conta com 3 CDs que transitam pelo jazz, blues, música erudita, um rock leve e pelo samba. Soa como um samba do crioulo doido? Pois é essa a intenção.

O África lá em Casa leva o ouvinte a mexer o corpo descontraidamente enquanto observa, em uma viagem quase onírica, as histórias contadas em cada música. Embora resgate a diversidade de ritmos africanos e histórias surgidos lá na terra primeira, eu definiria o projeto como “constatação da brasilidade”. Nós, consumidores da boa música, desprovidos de verba para pagar o alto custo de um disco, podemos baixar despreocupados. Afinal, meu chapa, os downloads deste projeto estão dentro da legalidade, todos discos estão disponíveis gratuitamente, orgulhosamente, no próprio site do projeto. Mas, vamos facilitar, você pode baixar daqui mesmo.


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"[2006] África Lá Em Casa"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Blues Na Rave (3:21)
2. África Lá Em Casa - Verão (3:30)
3. África Lá Em Casa - Muleque Bom (1:04)
4. África Lá Em Casa - Rosa (4:13)
5. África Lá Em Casa - Casa (3:42)
6. África Lá Em Casa - Pega Pra Capá (3:09)
7. África Lá Em Casa - Fora Do Meu Quintal (1:03)
8. África Lá Em Casa - Habat (2:17)
9. África Lá Em Casa - Sueño (Homenagem A Arsenio Rodrigues) (3:56)
10. África Lá Em Casa - Arnaldo (1:30)
11. África Lá Em Casa - Contradição (5:13)
12. África Lá Em Casa - Marcha Triangular (3:19)
13. África Lá Em Casa - Caravana (Homenagem A Juan Tizol) (2:58)
14. África Lá Em Casa - Paranóia Na Chave (5:30)
15. África Lá Em Casa - História De Wilson (4:22)

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"[2008] Enquanto Isso No Lugar Onde Um Dia Já Foi Uma Tribo"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Faça Sua Rima (2:37)
2. África Lá Em Casa - Sorrir (2:40)
3. África Lá Em Casa - Tribo Digital (2:52)
4. África Lá Em Casa - Café Da Manhã (3:48)
5. África Lá Em Casa - Som De Cynthia (2:27)
6. África Lá Em Casa - Ele Diz Que Às Vezes Eu Sou Bizarra (5:04)
7. África Lá Em Casa - Hipoteca (2:22)
8. África Lá Em Casa - Samba Para Martinez (8:54)
9. África Lá Em Casa - Olho (0:05)
10. África Lá Em Casa - Mundo Injusto (4:24)

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"[2008] Fetiche e Tensão"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. África Lá Em Casa - Caravana (13:24)
2. África Lá Em Casa - Conseguir (20:56)
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THE JUJU ORCHESTRA: BOSSA NOVA IS NOT A CRIME


Hoje a macacada vai beber da fonte da música eletrônica! Pensando bem, com a excelência de recursos que a tecnologia nos oferece hoje, e como isso vem sendo usado na produção musical, seria dificil definir o que é eletrônico e o que não é. Até onde vai essa fronteira do orgânico e do digital? Guitarras são processadas a décadas, vocais são corrigidos sem receio, dobrados e redobrados em programas de edição. Isto é orgânico, eletrônico, totalmente alguma coisa? Acho que mais do que nunca rótulos não grudaram firmemente na música moderna. Quem disse que isso deveria ser diferente? Aproveitemos o que melhor soar aos ouvidos. Muitos acham que música é descartável, quem garante que estes pensam equivocadamente? Então, finalmente adéquo o trabalho da Juju Orchestra como "eletrônico" apenas para conquistar novos simpatizantes à boa música aqui no blog!

Miremos então no que interessa: a boa música (agora, sem rótulos)! The Juju Orchestra é formada pelos gringos germânicos Oliver Belz, Ralf Zitzmann, Sammy Kilic, apaixonados acintosos pela música brasileira e caribenha. Esta mini-orquestra migra elegantemente entre as brisas do Nu-Jazz, Nu-Bossa. O termo "nu" (ou "new") a frente pois toda sua produção prima pelo frescor da qualidade eletrônica, por assim dizer. Uma fusão entre deejay, instrumentistas e cantores de repercussão sobrenatural. Em performances ao vivo a orquestra pode passar quase sempre a ter mais de uma dúzia de músicos no palco. Lançado em 2007, "Bossa Nova Is Not a Crime", a Juju Orchestra acerta em cheio todas as expectativas. Participações acertadas de artistas modernos-autênticos também trazem certo brilhantismo ao disco. São oito belas faixas de completo desbunde sonoro! Ousadas obras-primas de cunho latino, lapidadas pelas mãos e ouvidos germânicos. Por que não?

Percussões de estrondoso requinte, harmonias deleitosas, grooves agradáveis edificam uma sonoridade totalmente excêntrica. A faixa de abertura, "This Is Not a Tango" já antecipa o mistério que há por vir. Na sequência a honrosa participação de Carolyn Leonhart e Terry Callier, em "What Is Hip" - quase um boogie-woogie acelerado, que logo mostra-se mais Soul que o normal. Em "Não Posso Demorar", a brasileira Kathia B. faz santo sambar e maluco chorar. Pra finalizar com chave de ouro uma versão magnificamente brilhante para a faixa "Funky Nassau", do mais obscuro trio de funk caribenho, chamado The Beginning Of The End. As demais faixas são igualmente extraordinárias, apenas não-óbvia seria suas resenhas. Pesado e flutuante seriam as palavras corretas para a obra de forma geral. A bossa-nova não é crime e tampouco abusar e extrapolar esta infinda e imensurável fonte tupiniquim!




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"[2008] Bossa Nova Is Not a Crime"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. The Juju Orchestra - This Is Not A Tango (5:32)
2. The Juju Orchestra - What Is Hip (Feat. Carolyn Leonhart & Terry Callier) (4:54)
3. The Juju Orchestra - Kind Of Latin Rhythm (7:21)
4. The Juju Orchestra - Take Four (5:21)
5. The Juju Orchestra - Do It Again (Feat. Carolyn Leonhart & Robert Smith) (4:51)
6. The Juju Orchestra - El Bravo (5:21)
7. The Juju Orchestra - Não Posso Demorar (Feat. Katia B.) (6:28)
8. The Juju Orchestra - Funky Nassau (5:47)

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OCOTE SOUL SOUNDS: DISCOGRAFIA


Finalmente mais uma discografia adicionada ao acervo da casa, ou melhor da Oficina. Há tempos nenhuma banda, nem artista, conseguiu convencer o paladar de nosso Engenheiro Primata, que por aqui governa. Nesta quitanda sonora oferecemos apenas aqueles cachos em que todas as frutas estejam deliciosamente boas, e o filtro é seletivo. Ocote Soul Sounds, mata essa ânsia por novas discografias integralmente suculentas. Do primeiro ao último disco a batuta assumida basicamente por Adrian Quesada e Martin Perna é convincente, bem elaborada e excêntrica.

O Afro-beat parece estar imbuído quase de forma inerente à obra da Ocote Soul Sounds. Então, a partir desta tese, a sonoridade da banda pode ser proclamada sempre com o prefixo "afro". Seria algo entre o Afro-rap, Afro-funk, Afro-jazz e além de qualquer terminologia. E representa tais vertentes sem ficar apenas na tangente do tradicional, do óbvio. Enfim, a banda sobe ao pódio da originalidade e imprevisibilidade dentro do cenário que mescla tendências africanas a música do "resto do mundo". Pitadas graúdas de modernismo são miscigenadas à velhas teorias. Piques eletrônicos sobrepostos por repiques orgânicos; sonoridade preenchida por efeitos vanguardistas e preceitos reacionários.

Responsáveis por tal sucesso, a união de Adrian Quesada e Martin Perna, se consagra pela densa experiência adquirida em simbiose direta de outros projetos - trabalharam com gente como Sharon Jones, Daktaris, TV On The Radio, Prince, Larry Harlow e Thievery Corporation. Adrian faz parte também do Brownout e do Grupo Fantasma - projetos que enfeitam acidamente a face da "música latina", por assim dizer. Martin construiu sua bagagem com o aclamado coletivo chamado Antibalas Afrobeat Orchestra, que faz do Afro-beat seu playground surrealista. Ambos fazem parte do time irretocável da ESL Music, selo que vem tomando a frente em produções audaciosas e inicialmente de caráter duvidoso. Sem dúvida uma obra altamente indispensável para os apreciadores otimistas com a música moderna e suas nano-ramificações.


"EL NIÑO Y EL SOL"


"El Niño Y El Sol" é o disco de estréia da parceria entre Adrian e Martin, e já chega tumultuando. É a trilha sonora oficial de um filme que simplesmente não existe. O resultado são belas faixas instrumentais, onde flautas, efeitos espaciais e referências globais dão créditos a recem-nascida banda. É ao mesmo tempo uma viajem musical misteriosa, assombrosa e inesquecível!

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"[2006] El Niño Y El Sol"

1. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Tamarindio (3:05)
2. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Dedication T.V. (1:28)
3. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Esto No Se Acaba Aqui (0:57)
4. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Divinorum (4:33)
5. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Ora Como Rey, Manana Como Quey (2:00)
6. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Justicia (4:48)
7. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Vals De La Despedida (0:45)
8. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - La Lucha Sigue (3:05)
9. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Where is the Love (0:34)
10. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Learn To Let Go (5:28)
11. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Greniudos (2:07)
12. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Look Sharp (3:43)
13. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Paz Y Alegria (4:20)

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"THE ALCHIMIST MANIFESTO"


Desta vez, com "The Alchimist Manifesto", o duo tem sua marca registrada na psicodélica do afro-beat, hip-hop, trilha sonora latina e funk, passando por território abstratos e inebriantemente novos. Flutuando através do vórtice produzem novos elementos sonoros: harmonias misteriosas, cordas, flautas e até mesmo vocais espanhóis por cima de um sulco solene. Uma experiência sonora cinematográfica resolutamente imperdível!

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"[2008] The Alchimist Manifesto"

1. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - The Grand Elixir (3:32)
2. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - La Reja (5:04)
3. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - El Pascador (4:22)
4. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Les Dunes D'ostende (1:36)
5. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - The Alchemist Manifesto (4:08)
6. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Gunpowder (4:40)
7. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Hacia Un Mañana Mejor (2:57)
8. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Contra El Sol (1:36)
9. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Pelican (2:28)
10. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - One Hundred Years (2:27)
11. Ocote Soul Sounds & Adrian Quesada - Cariño (4:57)

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"COCONUT ROCK"


Depois de dois álbuns estelares, em "Coconut Rock" o duo encontra seu prazer. Um disco totalmente solto, caindo facilmente em sua psicodélica banheira do funk afro-latino. Do breakbeat feroz "The Revolt Of The Cockroach People" ao saltitante ritmo da cumbia em "Tu Fin, Mi Comienzo" e, logo, para as paisagens sonoras de "Vendendo Saúde e Fé", com a cantora brasileira Tita Lima. É o terceiro capítulo na jornada incomparável da Ocote Soul Sounds através de reinos harmônicos, ritmicos e além!

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"[2009] Coconut Rock"

1. Ocote Soul Sounds - The Revolt Of The Cockroach People (2:54)
2. Ocote Soul Sounds - Coconut Rock (3:02)
3. Ocote Soul Sounds - El Diablo Y El Nau Nau (3:52)
4. Ocote Soul Sounds - Tu Fin, Mi Comienzo (3:06)
5. Ocote Soul Sounds - Vendendo Saude & Fe (4:26)
6. Ocote Soul Sounds - Tres Ratas (3:42)
7. Ocote Soul Sounds - Pan, Chamba Y Techo (5:10)
8. Ocote Soul Sounds - Vampires (4:01)
9. Ocote Soul Sounds - Return Of The Freak (5:00)
10. Ocote Soul Sounds - Cara De Yo No Fui (4:59)
11. Ocote Soul Sounds - Prince Of Peace (3:29)

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"TAURUS"


Adrian Quesada e Martin Perna retornam ao experimetalismo ensolarado com seu quarto álbum de estúdio, "Taurus". Produzido por Eric Hilton, do Tievery Corporation, reflete sua evolução com uma mistura saborosa e dinâmica entre texturas da música latina, mensagens políticas conscientes, pegadas frenéticas do Afrobeat e o peso do Hip-hop. Este álbum chega como o mais expansivo e completo dentre todos os demais discos. Até um próximo álbum, este pode sim ser rotulado como a "chave de ouro" da Ocote Soul Sounds!

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"[2011] Taurus"

1. Ocote Soul Sounds - Primavera (3:31)
2. Ocote Soul Sounds - Pirata (2:23)
3. Ocote Soul Sounds - En El Temblor (3:35)
4. Ocote Soul Sounds - Pathways (2:37)
5. Ocote Soul Sounds - Sttp (Speak Truth To Power) (4:57)
6. Ocote Soul Sounds - Cumbia La Magdalena (3:32)
7. Ocote Soul Sounds - Pan Y Circo (5:54)
8. Ocote Soul Sounds - Agua Santa (4:07)
9. Ocote Soul Sounds - Tumba Del Payaso (2:32)
10. Ocote Soul Sounds - Contigo Jamas (4:32)
11. Ocote Soul Sounds - Nessuno (4:12)
12. Ocote Soul Sounds - Guantanamo (5:46)
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JACKSON CONTI: SUJINHO


Olha o Jackson Conti aí, gente! Não? Não conhece, nem nunca ouviu falar? Creio que com este apelido não mesmo. Porém, o nome Jackson Conti nada mais é que a mistura entre Otis 'Jackson' Junior e Ivan Mamão 'Conti'. Ainda não se ligou de quem se trata? O primeiro é Madlib, produtor workaholic americano que talvez possa se gabar por ter a maior quantidade de produções que carregam seu nome nos créditos. Madlib usa seu senso musical e técnico ao expressar-se a partir de inúmeros disfarces, assumindo o alter-ego de MF Doom, Madvillain, Yesterday New Quintet, Quasimoto e do próprio Jackson Conti. A segunda peça-base deste projeto é Ivan Mamão Conti, baterista da multifacetada banda brasileira Azymuth!

A interação entre Jackson e Conti não se limita ao nome do projeto. O improviso, num primeiro momento individual, é o lema por aqui. Cada um com seus apuros técnicos, vagando sobre as rarefeitas possibilidades da música brasileira. Madlib sempre foi fanático pelas nuances da música tupiniquim. Podemos ver seu deleite ao lidar com nossa música no indispensável documentário "Brasilintime", no qual Madlib encontra, além de Mamão, grandes nomes como Wilson Das Neves, João 'Comanche' Parahyba, Wilson das Neves acompanhado das lendas das baquetas americanas Derf Reklaw, Paul Humphrey e James Gadson. Munido de um feeling fiel de como tratar a música, Madlib entrega a esquete rítmica nas mãos de Mamão de forma totalmente livre. Agora, com a chave do sucesso, Mamão mostra sua cara. Deixa qualquer beat-maker com o queixo no chinelo. Furiosos grooves com o pezinho no samba, mas sempre impressos num folhetim inovador e diferenciado. Assim, em meio ao caos criativo das duas personalidades de Jackson Conti, que mora a beleza de seu trabalho.

Algumas releituras foram alçadas como todo o brio necessário, como "Upa, Neguinho", de Edu Lobo; "Berimbau", de Baden e Vinícius; e "Xibaba", de Airto Moreira. Por outrora, faixas fora de costumes comerciais também foram incluídas, como a estendida "Papaya", a funkeada "Waiting On The Corner" e a progressiva "Segura Esta Onda". Destaque igualmente para "São Paulo Nights" e "Praça da República". Um trabalho que arranca o chapéu dos desavisados e proporciona momentos de euforia e resolutas indagações sonoras!


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"[2008] Sujinho"

1. Jackson Conti - Mamaoism (0:32)
2. Jackson Conti - Barumba (3:47)
3. Jackson Conti - Anna De Amsterdam Interlude (0:18)
4. Jackson Conti - Praca Da Republica (4:02)
5. Jackson Conti - Papaya (10:03)
6. Jackson Conti - Brasilian Sugar (6:27)
7. Jackson Conti - Sao Paulo Nights (4:21)
8. Jackson Conti - Xibaba (4:51)
9. Jackson Conti - Upa Neguinho (feat. Thalma de Freitas) (4:14)
10. Jackson Conti - Casa Forte (3:51)
11. Jackson Conti - Amazon Scroll (4:30)
12. Jackson Conti - Berimbau (5:15)
13. Jackson Conti - Anna De Amsterdam Reprise (0:27)
14. Jackson Conti - Waiting On The Corner (5:01)
15. Jackson Conti - Tijuca Man (2:38)
16. Jackson Conti - Nao Tem Nada Nao (3:36)
17. Jackson Conti - Sunset At Sujinho (1:55)
18. Jackson Conti - Segura Esta Onda (7:01)

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SERTÃO MADRUGADA: MUSIC FROM BRASIL, COLOMBIA, SIERRA LEONE & ERITREA


No mundo da música existem alguns selos que consolidam-se no mercado de forma tão singular que as relações sígnicas entre a marca e o produto ofertado acabam sendo bastante assimiladas pelos consumidores-ouvintes. Exala-se dessa relação um sinônimo de fidelidade para com a qualidade. É quase impossível falar de Jazz sem Blue Note, de funk/soul sem Motown e de música jamaicana sem Studio One. Por ora vamos exaltar a Mochilla, mantida pelos fotógrafos Brian Cross (aka B+) e Eric Coleman (aka Coleman), que apesar de embrionária se colocada ao lado dos outros selos citados, vêm consolidando-se bem no universo do hip-hop. Firmou-se com consistência após dois ambiciosos projetos: "Keep in Time" e "Brasilin' Time", cujas propostas eram promover inusitadas jams entre DJ's, MC's e músicos - Para baixar o Brasilin' Time clique aqui!. O album que coloco aqui hoje, nada têm do gênero hip-hop, mas é uma mix-tape cunhada por um admirador do gênero. "Sertão Madrugada" tem como essência um trabalho espetacular de diggin's cavucadas por B+. Os dizeres grafados na capa do disco podem nos mostrar os caminhos trilhados por ele, que já envereda-nos num ambiente árido e não menos instigante com o título escolhido. Ainda estancados na capa, estão mais alguns dizeres que para mim foram cruciais: "Music from Brazil, Colombia, Sierra Leone and Eritrea".

No interior do album, você encontrará uma mistura bizarra de funk, maracatu, baião e rítmos folclóricos que surpreendem orgulham de tal forma que te farão pensar menos nas baboseiras produzidas e consumidas em solo nacional. As faixas totalmente desconhecidas que têm como berço países como Colômbia, Serra Leoa e a Eritreia também são certeiras, digníssimas. É importante notar que não só os rítmos ditam as cores do disco. Os cantos são um espetáculo à parte, sinceros e gloriosos. As músicas que cantam em alto e bom som as tradições e a cultura dos povos, tocam a alma. As barreiras dos sons são tênues, talvez por isso fica a sensação de que as músicas abraçam e confortam quem as ouve. Embora as dezessete faixas do disco estejam sem qualquer nome (o que pode nos deixar sem referência), dá pra destacar a presença de conhecidos clássicos, que no entanto são revisitados por roupagens inusitadas, cujos intérpretes são de difícil identificação. "Asa Branca" figura o disco numa voz feminina, embalada numa levada mais groove, mas ainda com a presença dos elementos nordestinos. "Upa Neguinho" e "Pedro Pedreiro" são outros dois exemplos de clássicos revisitados. Defino este disco como um mergulho étnico-musical refrescante. Deixará satisfeito ouvintes ávidos que se embrenharem pelos frescores dessas águas profundas, de países riquíssimos em diversidade de gêneros e espécies!

"De todas as nações, nenhuma tem pessoas que amam e se apaixonam mais do que a minha. Nós estamos cercados por exagero, felicidade, espontâneidade e criação. A expressão da esperança em nossas faces é nossa marca registrada, mesmo que muitos nunca tenham recebido um infímo benefício da sociedade. Nós devotadamente acreditamos no novo mundo e na linda humanidade que sabemos que construiremos, sem a focinheira que pode afastar nossas liberdades, ou os chicotes que usam para assustar-nos, sem a ignorância que nos levaria ao estupor de um casulo vazio." ~Sócrates Brasileiro


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"[2008] Sertão Madrugada"

1. B+ - Untitled (2:29)
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17. B+ - Untitled (4:10)
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THE IMPALERS: BLOOD, RUM AND REGGAE


Pô, mais um meteorito vindo da California! Pode até parecer perseguição minha, mas garanto que é o tal do "acaso". Desse jeito vou ter que mudar pra lá o quanto antes. Eu, aqui postando num sábado anoite, penso: "Será que tem um reggae uma hora dessa na Califórnina?" (Veja a resposta aqui no: "California Reggae Calendar"). Pra se ter uma idéia, aqui na oficina temos: Groundation, The Lions, Yeska, The Aggrolites e Tim Armstrong - todas diretamente da "califa". Agora vos apresento o irmão caçula desta ninhada: The Impalers! Desbocado e sagaz desde o nome, trata-se de mais uma banda voltada para o, sempre inusitado, "dirty reggae". Que seria, a largo modo, um "prato quente de ska com pimenta souly"!

Este é o primeiro disco dos Impalers, intitulado "Blood, Rum & Reggae". Variam sem pedir licença por diversos ritmos e diversos ares. Do saudosista ao vanguardista, do vintage ao hype, do estiloso ao imparcial. Influências gratas da musica jamaicana sessentista e setentista são denunciadas - Rocksteady, Skinhead e Early Reggae, Dub, Soul e R'n'B são lembrados a finco. O disco saiu, em 2008, pela Axe Records - mesma que lançou os Aggrolites ao mundo. The Aggrolites e The Impalers podem ser classificados com a mesma etiqueta. Mantém uma pegada semelhante, vislumbram e afirmam o reggae funkeado. Encaram o mística do reggae com um subliminar grito de protesto, uma subjetiva rebeldia.

A sonoridade da banda é relevante, principalmente, pelo vocal exuberante e original de Cindy Chi e pelos solos inspirados do tecladista Lars Nylander. Já no time dos "metais preciosos" estão Jason Boyte e Timmy Bailey. Segurando o groove na cozinha estão o baixista David Wiens, Brent Wilson com as guitas e Randy Odell na bateria. Um disco que é "pau pra toda obra" (ou "água pra todo bong"), não vejo tempo inadequado pra curtir essa pedrada moderna. Animado, profundo, vibrante, performático, misterioso e muito bem-resolvido! Aprecie sem receio a riqueza de mais uma rocha de solos californianos...

"O coração do Impalers reside nas tradições profundas da música jamaicana." ~The Impalers' myspace


Dê o play, macaco!
"[2008] Blood, Rum & Reggae"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. The Impalers - Mission Strut (3:50)
2. The Impalers - On The End Of A Rope (3:32)
3. The Impalers - Uppercut (2:53)
4. The Impalers - Holding On To You (3:50)
5. The Impalers - Metro Azul (3:49)
6. The Impalers - Pocket Money (3:09)
7. The Impalers - I Vampiri (4:37)
8. The Impalers - Lucinda (4:02)
9. The Impalers - Replacement Boy (4:18)
10. The Impalers - Nachmittag (3:33)
11. The Impalers - Judge & Jury (3:56)
12. The Impalers - The K Line (2:52)

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STACY EPPS: THE AWAKENING


Se me pedissem para definir o álbum da Srta. Stacy Epps em poucas palavras com certeza sairiam de minha boca adjetivos como: cósmico, surreal ou transcedental.

Você leitor, ouvinte, provavelmente não encontrará nada parecido no universo do hip-hop, e se isso proceder, com certeza poucos autores lembrarão o som característico de Epps. O estilo próprio talvez seja a principal virtude desta MC, cantora e compositora que reside em Atlanta, EUA. Em dez anos, ela alcançou uma reputação mundial por conta de sua excelência dentro da cena underground do hip hop. Sua missão consiste em ver o quão longe sua música pode ser distribuída através de esforços essencialmente independentes. As pessoas são meros catalisadores. Epps embarca num lançamento experimental para seu disco solo “The Awakening” através do selo Japanubia Musik, LLC. Ela também já trabalhou com alguns doidos do hip hop Madlib, MF DOOM, OH NO, Wildchild, J Rawls and Scienz of Life.

A sonoridade vocal de Stacy é suave, fluida, e intermediada por batidas rasgantes de Apex, Diamond D, Jay Dilla, Kareeim Riggens and Everett James. Ou seja, você encontrará vocalizações encantadoras e hipnotizantes, e verá que a sessão instrumental não deixa nada a desejar. Além da formidável habilidade para com o canto e as rimas, Stacy compõe suas próprias músicas (ela assina todas as composições do álbum). Dona de uma rima mais introspectiva, a qual ela mesma denomina: “a última forma divina de comunicação”. No âmbito lírico, Stacy se faz munida e dispara contra temas como a injustiça e a submissão mental. Permanece conectada à mestres como Fela Kuti, Miriam Makeba, Bob Marley, Queen Latifah, Public Enemy, and KRS-One no que diz respeito à importância que dá ao discurso. Ela recusa-se à comprometer seus ideais para obter sucesso. Stacy representa suas sistas remetendo-as à verdadeira missão de amar ao próximo, e mostra à seus brothas a extrema importância da riqueza de caráter.

Com formação em Sociologia e Estudos Afro-americanos pela Universidade da Virgínia, Epps despeja todas suas influências culturais neste projeto. Parâmetros, vamos tentar buscar referências e associar o som de Epps a alguns outros artistas do mundo da música. Prepare o liquidificador, o coador, e vamos decifrar os sabores do suco musical que compõe a experiência. Em essência, Alice Coltrane, misturamos um pouco da abstração de Björk, o ambiente de Radiohead e as batidas de J-Dilla e o suco está pronto para ser degustado.

Naturalmente, Stacy quer continuar dividindo seu presente, que é a sua música de vanguarda, com seus fãs ao redor do globo. Em seus planos incluem-se uma viagem para a Europa para a promoção de seu álbum e também vários projetos comunitários. Ultimamente Stacy quer deixar sua marca no mundo criando redes interativas e oportunidades profissionais para jovens através da música e de outras artes. Entre seus projetos estão a abertura de um centro de saúde, e o estabelecimento de mecanismos para que artistas independentes construam negócios sustentáveis.


“É tudo uma questão de legado, de deixar algo para as futuras gerações. Eu quero ajudar os líderes do amanhã, da mesma maneira que os ancestrais tem me ajudado a solidificar meu caminho. Meu objetivo é promover a saúde e a mudança através da musica, e eu sempre permanecerei verdadeira para com o presente de Deus, a bênção. Por favor aproveite, é uma humilde oferenda de meu coração” ~Stacy Epps relata


Dê o play, macacos!
"[2008] The Awakening"
senha: oficinademacacos.blogspot.com

1. Stacy Epps - Eppisode 1 (4:10)
2. Stacy Epps - The Awakening (4:12)
3. Stacy Epps - OM (3:35)
4. Stacy Epps - Addicted (4:28)
5. Stacy Epps - Heaven (3:33)
6. Stacy Epps - Cosmic Dust (2:42)
7. Stacy Epps - Floatin (4:09)
8. Stacy Epps - Floatin Reprise (1:25)
9. Stacy Epps - who knows (2:30)
10. Stacy Epps - Mothership (2:44)
11. Stacy Epps - 00:00 (8:22)

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